Arquivo

Polémica reinstala-se entre Mendes e Brigas

Fecho a cadeado dos portões do IPG motivou trocas de acusações entre o presidente do Politécnico e o director da Escola Superior de Educação da Guarda

O protesto dos estudantes do IPG da última terça-feira reacendeu a polémica entre Jorge Mendes e Joaquim Brigas, director da Escola Superior de Educação (ESEG). Tudo porque o presidente do Politécnico da Guarda insinuou que «alguém» estaria a manobrar a acção. «Há demasiadas coincidências, espero que sejam mesmo só coincidências. Mas o facto é que nesse dia havia eleições para um órgão importante para a eleição de um director que desde 10 de Dezembro, no mínimo, está a exercer ilegalmente funções», disse Jorge Mendes, numa indirecta ao director da ESEG. Joaquim Brigas já repudiou estas declarações, considerando-as «lamentáveis, infelizes e de uma enorme irresponsabilidade». Para o director da ESEG, o presidente do IPG «gosta de culpar outros por aquilo que lhe corre mal» e acrescenta que gostaria de saber por que é que o Politécnico da Guarda «é o único do país» que não tem pago as bolsas nos últimos três meses. «Algo ficou por dizer, mas Jorge Mendes prefere sacar de desculpas esfarrapadas ao dizer que o director da ESEG está ilegalmente no cargo», critica o professor, recordando que o seu mandato acabou a 10 de Dezembro de 2004, «de acordo com o termo de posse assinado pelo próprio Jorge Mendes». Brigas garante que o processo eleitoral para a direcção da ESEG está a ser cumprido «como determinou o presidente do Instituto quando decidiu que o director da escola só podia ser eleito após as eleições para a respectiva Assembleia de Representantes». Assim sendo, o órgão actual está em vigor até ser substituído, um processo que está «em curso», prosseguindo as eleições para os vários corpos da escola em que só falta eleger os representantes dos alunos. «Desencadeei o processo eleitoral na devida altura, dia 10 de Novembro passado, e aguardo que a nova Assembleia de Representantes esteja formalmente constituída para que promova as eleições para a direcção da ESEG», disse. Joaquim Brigas contra-ataca e garante que quem está «abusivamente» no cargo desde 22 de Janeiro de 2004 é o actual presidente do Instituto, pois desde então que «continua em exercício de funções».

Sobre o autor

Deixe comentário