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PJ faz buscas em bases da Força Aérea

Mais de 80 buscas domiciliárias e 25 não domiciliárias «em equipamentos militares» estão a decorrer hoje nas messes da Força Aérea de todo o país, depois de uma investigação conjunta que durava há cerca de dois anos. A operação envolve cerca de 400 operacionais da Polícia Judiciária (PJ) e da PJ Militar-

Trata-se de um esquema de corrupção entre oficiais e sargentos da Força Aérea que, segundo fonte do processo, «desviou do orçamento da Força Aérea um terço da verba destinada à alimentação», avança a edição on-line do Expresso.

Os suspeitos, que gerem as messes, criaram uma contabilidade paralela para esconder a verdadeira entrada e saída de dinheiro, e de bens alimentares, nas bases militares. «Em pelo menos dois locais das buscas, há provas muito sólidas de corrupção», adianta uma fonte da investigação.

Alguns fornecedores destas unidades foram também investigados nos últimos meses, tendo as suas casas e empresas sido alvo desta operação. Neste momento, haverá pelo menos quatro militares detidos nesta operação.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), investigam-se suspeitas de, pelo menos, desde o ano de 2015, algumas messes da Força Aérea serem abastecidas com géneros alimentícios, cujo valor a pagar, posteriormente, pelo Estado Maior da Força Aérea, seria objeto de sobrefaturação. «Tal sucederia por acordo entre militares que trabalham nas messes, fornecedores dos géneros alimentícios e um elemento do departamento do Estado Maior da Força Aérea com funções de fiscalização das referidas messes».

De acordo com o gabinete de Joana Marques Vidal, com a concordância destes intervenientes, “os fornecedores de diversas empresas entregariam determinadas quantidades de alimentos, mas, o valor faturado, no final de cada mês, seria cerca de três vezes superior ao dos bens entregues na realidade. A diferença entre o valor faturado e o dos produtos efetivamente fornecidos seria dividida pelos elementos envolvidos”.

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