Cerca de cinco anos após o encerramento da Rohde, Pinhel poderá estar perto de voltar a ter uma fábrica de calçado, embora de menores dimensões. A autarquia está em negociações com uma empresa instalada na zona de Felgueiras, sendo que uma das condições para o acordo ser alcançado passa por a edilidade garantir o local para a vinda da fábrica que poderá criar 50 postos de trabalho numa primeira fase.
O presidente da Câmara de Pinhel indica que já reuniu por duas vezes com o «potencial empresário que está interessado em instalar uma fábrica de calçado em Pinhel», frisando que «estamos a diligenciar e a fazer todos os esforços para que isso seja uma realidade, mas neste momento ainda não lhe posso dar dados concretos relativamente a essa matéria». António Ruas salienta que gostaria que a instalação da fábrica se viesse a concretizar, até porque seria «importante para a economia do concelho» porque «seriam criados alguns postos de trabalho», 50 «inicialmente, podendo vir a curto/médio prazo passar para 70 e depois depende da colocação do produto no mercado», salienta. «Gostaríamos que isso fosse uma realidade mas ainda falta algum espaço para percorrermos com alguma cautela e prudência no sentido de vermos esse objetivo concretizado», frisa o edil. Questionado sobre o que falta em concreto para que a instalação da fábrica se concretize, o presidente do município adianta que «vai depender da posição que a Câmara e a Assembleia Municipal tomarem relativamente a essa matéria e da confirmação do empresário de que está interessado em ficar». De seguida, e depois do empresário ter a situação «completamente clarificada e definida, temos que avançar para um processo de localização dessa fábrica, saber quanto é que isso nos vai custar e se temos ou não possibilidades de a acolher». Neste sentido, o autarca confirma que o acordo «poderá passar por a Câmara assegurar as instalações para a empresa se fixar no concelho», naquela que é a «possibilidade mais forte» para que a negociação possa chegar a bom termo.
António Ruas confirma que um dos pavilhões da antiga Rohde é «um dos locais» que poderá acolher a fábrica, mas relembra que «essas instalações não são nossas» e é por essa razão que diz que «há aqui um processo de negociação que tem que decorrer e que não passa pelo presidente da Câmara. Passará pelo executivo e pela Assembleia Municipal», reforça. Sobre um eventual “timing” para que a situação fique esclarecida, garante que «gostaríamos de resolver isto no mais curto espaço de tempo», realça sem indicar uma data. O autarca confirma que se trata de uma empresa instalada em Felgueiras que pretende «aumentar o seu volume de negócio», procurando «instalações e mão de obra qualificada» noutra zona de Portugal.
Ricardo Cordeiro



