Desportivo de Gouveia e Pinhelenses empataram a uma bola, em jogo referente à 18ª jornada do Distrital da Iª Divisão da Guarda disputado na Sexta-Feira Santa. O resultado ficou estabelecido com a marcação de dois penalties.
A equipa visitante entrou melhor, criando a primeira jogada de aos 13’, com Nuno Santos a rematar ao poste. O Gouveia respondeu aos 24’, mas Ló, que fugiu bem à defesa pinhelense, rematou por cima. A turma de Pinhel voltou a criar perigo, com Bruno Coutinho a cabecear por cima da barra. Aos 35’, aconteceu a primeira jogada polémica da partida, num lance em que Rui Pedro tocou com a mão na bola na área, sem que o árbitro assinalasse a respectiva grande penalidade. Cinco minutos após este lance, que motivou muitos protestos, uma boa jogada de combinação entre Ló, Duarte e Gouveia terminou numa boa defesa do guarda-redes contrário. A três minutos do intervalo, Fábio Santos derrubou Bruno Coutinho na área gouveense, com o árbitro a assinalar grande penalidade que o próprio avançado transformou no primeiro golo do jogo.
Ao intervalo, o público gouveense manifestou o seu desagrado pela grande penalidade não assinalada aos 35’. Após o regresso das cabinas, Patoilo teve uma boa jogada individual, rematando forte sobre a barra. A equipa da casa respondeu aos 48’, com Fernando a assistir Gouveia, que não acertou da melhor forma na bola. Até que aos 49 , o árbitro Marco Rodrigues quis “compensar” o erro cometido na primeira parte, transformando em grande penalidade um pequeno encosto de Ginha em Ló. O lance mereceu sorrisos da assistência, mas Miguel Pais aproveitou para restabelecer a igualdade. O Gouveia apostou então mais na procura do segundo golo, com os Pinhelenses a apostarem em rápidos contra-ataques. Deste modo, até ao final da contenda ainda se assistiu a mais algumas oportunidades. Primeiro, Nascimento rematou bem, mas ao lado, e depois, aos 70’, Gouveia obrigou Necas a mais uma boa intervenção. A cinco minutos dos 90 , Patoilo esteve perto de fazer o segundo para os Pinhelenses, valendo o corte de Gouveia. Já em tempo de compensação, Ló tentou um “chapéu” a Necas, mas a bola saiu por cima. Mesmo no último minuto do jogo, Marco Cruz fez uma boa arrancada mas quando se preparava para rematar, Tó Zé conseguiu afastar o perigo. O trabalho do árbitro ficou marcado pelo assinalar de uma grande penalidade inexistente favorável ao Desportivo, uma forma de “compensação” em relação a outra, onde houve realmente infracção, mas que não foi assinalada.


