A Direção da Organização Regional da Guarda (DORG) do PCP considera que «as supostas políticas que nos deveriam fazer sair da crise mais não têm feito do que agravar a situação económica e social».
A estrutura distrital comunista reuniu no último sábado para preparar o XIXº Congresso do partido, agendado para o início de dezembro, e analisar a situação atual da região, tendo concluído que a atual crise «é o resultado direto de 36 anos de políticas de direita, agravadas pela intervenção estrangeira do FMI, UE e BCE». Em consequência, o PCP da Guarda sublinha a existência de «1,3 milhões de desempregados reais, valor bem superior aos 680 mil inscritos no IEFP, dos quais apenas 300.000 têm direito ao subsídio de emprego, sendo no distrito da Guarda mais de 10 mil os desempregados». A DORG acrescenta que «esta política do desemprego e destruição dos serviços públicos» está a agravar a desertificação da região e apela aos «trabalhadores e ao povo para que não esmoreçam a luta». De resto, enaltece que o distrito «não tem estado alheio a esta luta nacional, com a sua participação nos protestos nacionais e locais, de que a expressiva participação nas ações da “Marcha contra o Desemprego”, realizadas em Seia e na Guarda no passado 10 de outubro, são o último exemplo».


