Encerrada a “Cidade Natal”, a Praça Velha, na Guarda, vai ser o palco amanhã à noite da única passagem ano gratuita e ao ar livre da região. Trata-se de uma mega festa com início agendado para as 22 horas e onde vão atuar os The Gift, o projeto Funk You e a DJ Poppy. Nesta despedida de 2015 não faltará também o incontornável espetáculo piromusical e haverá champanhe gratuito para todos.
A “mais longa noite do ano” promete, por isso, ser inesquecível na cidade mais alta, que quer também bater o recorde do maior brinde de champanhe. O funk/jazzy dos Funk You, grupo de 10 músicos, dará início ao “réveillon” guardense na Praça Velha, onde o “Wings Show” e o “Robot Show”, um espetáculo de movimento, luz e cor com performers, vão dar outro colorido ao recinto. Logo depois serão os The Gift que vão subir ao palco. A comemorar os 20 anos de carreira e com um novo trabalho discográfico, a banda de Alcobaça conduzirá o público para a contagem decrescente de 2016. O novo ano será recebido com luz, pirotecnia e espumante – oferecido por uma marca famosa pelo centro comercial La Vie, e logo depois a noite fica a cargo da DJ Poppy, uma das DJ´s com maior sucesso num meio maioritariamente masculino.
Com esta iniciativa, a autarquia quer «revitalizar o “coração da cidade” e dinamizar a economia local, trazendo mais visitantes à Guarda», refere o município, que espera contribuir para «aumentar mais a autoestima dos guardenses». Em novembro, na apresentação do evento, Álvaro Amaro tinha anunciado que esta festa era «a nossa prenda para os guardenses e para a economia local. A Guarda merece porque tem percebido o esforço que a Câmara tem feito nestes dois anos e que conseguiu performances financeiras notáveis».
A realização das atividades “Guarda: A Cidade Natal” e da passagem de ano estão orçadas em quase 500 mil euros, para os quais o município vai procurar financiamento comunitário e estabelecer parcerias locais. Na altura, a oposição voltou a criticar as várias contratações externas que estas atividades vão implicar e o vereador socialista Joaquim Carreira considerou mesmo que «uma autarquia em processo de saneamento financeiro não pode equiparar-se na organização deste tipo de eventos a outras Câmaras com melhor saúde financeira», tendo classificado esta despesa como sendo «uma brutalidade de gastos». Na resposta, Álvaro Amaro declarou que «não se trata de despesa, mas de investimento, e em economia há uma grande diferença entre gastar dinheiro e investir».


