Arquivo

Pais da Guarda exigem turmas separadas de 1º e 2º ano

No Centro Escolar da Sequeira há uma turma com 26 crianças de dois anos de escolaridade diferentes, uma situação contestada pelos encarregados de educação na passada terça-feira

Cerca de duas dezenas de encarregados de educação juntaram-se, anteontem, frente ao Centro Escolar da Sequeira (Guarda) para protestarem contra o facto de a turma do 2º B ter 26 alunos do 1º e 2º anos. Os pais consideram que esta opção vai afetar a qualidade de ensino dos seus filhos e já o manifestaram num abaixo-assinado entregue à direção da escola e do Agrupamento de Escolas da Sé a cuja direção pedem a resolução do caso.

A exigência dos encarregados de educação já é do conhecimento da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), com a qual reuniu na semana passada António David Gonçalves, presidente do Agrupamento de Escolas da Sé. Contactado por O INTERIOR, o responsável não quis falar sobre o resultado desse encontro, mas atualmente a turma 2º B tem um professor de apoio. Mas este paliativo não satisfaz ninguém. Otávio Teixeira, pai de um aluno do 2º ano, considera «inadmissível que numa escola nova, com salas vagas e professores disponíveis, não se assegurem turmas separadas». Também para uma mãe, que pediu para não ser identificada, tal não passa de «uma solução provisória e nós queremos uma solução definitiva, com turmas separadas».

A mesma fonte declarou que, devido à existência desta turma mista, «os pais de três alunos do 1º ano acabaram por retirar os seus filhos do Centro Escolar da Sequeira e levaram-nos para a Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca». O descontentamento dos pais pode ser agravado pela falta de uma solução definitiva satisfatória. Catarina Martins, outra encarregada de educação, ameaça que, «mesmo interrompendo o ano letivo, se eu vir que ao longo do ano as coisas não estão a correr bem, mudo o meu filho de escola». Presente nesta ação de protesto, Sofia Monteiro, delegada do Sindicato de Professores da Região Centro, afirmou que «uma turma mista não oferece as melhores condições de acompanhamento das crianças e as dificuldades de aprendizagem são detetadas sobretudo no 1º ano». Segundo a dirigente sindical, o «encerramento de escolas nas aldeias e criação de turmas mistas em zonas urbanas é um absurdo do ponto de vista pedagógico que não pode continuar a acontecer».

«O meu filho ouve matéria que já deu no ano passado e isso interfere com a atenção dele», critica Octávio Pires

Sobre o autor

Deixe comentário