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Paços “tomba” Figueirense

Equipa da IIª Divisão Distrital eliminou histórico primodivisionário da AF Guarda

Dando sequência à excelente época que está a realizar no Distrital da IIª Divisão, o Paços da Serra (Gouveia) qualificou-se para as meias-finais da Taça de Honra da Associação de Futebol da Guarda depois de eliminar o Ginásio Figueirense, formação da Iª Divisão.

Teoricamente favorita, pelo facto de militar num escalão superior, a equipa de Figueira de Castelo Rodrigo foi a primeira a criar perigo, logo aos 4’, num remate de Puskas que levou a bola a embater num dos postes da baliza de Pedro Pinto. Os locais responderam de pronto e, aos 12’, Pinheiro deu o melhor seguimento a um cruzamento de Zé Costa, mas o lance foi anulado por alegada posição irregular do dianteiro pacense. Aos 14’ e 16’, Zé Costa e Márcio Trindade desperdiçaram duas oportunidades para inaugurar o marcador, o mesmo acontecendo com Carvalhinho que, aos 28’, podia ter dado vantagem aos visitantes. Aos 30’, o mesmo jogador foi incorreto com Cachucho, mas o árbitro não terá visto o gesto do jogador figueirense. Quando se pensava que o intervalo iria chegar com um empate a zero, Márcio Trindade arrancou um forte remate de fora da área e inaugurou o marcador.

No início da segunda parte, Carvalhinho rematou forte, mas ao lado da baliza de Pedro Pinto. Depois, aos 55’, foi Camilo a evitar sobre a linha o segundo golo dos pacenses. Insatisfeito com o rumo dos acontecimentos, o treinador do Figueirense fez três substituições simultâneas aos 60’ e a equipa subiu de rendimento, obrigando o guarda-redes Pedro Pinto a três boas intervenções. Rubricando uma exibição muito conseguida, a equipa orientada por Júlio Almeida respondeu a esse período de maior fulgor do adversário e poderia ter chegado ao 2-0 aos 79’, quando o árbitro Sérgio Pires entendeu que Tiago cometeu falta sobre Igor na área figueirense. Chamado à conversão do castigo máximo, Pinheiro acertou na barra.

Contudo, o segundo golo pacense surgiu quatro minutos depois. Márcio Trindade lançou Truta que, depois de tirar um adversário do caminho, atirou sem hipóteses para Manso. O jogo e a eliminatória ficaram sentenciados, isto apesar do árbitro ter concedido oito minutos de descontos. A vitória do Paços da Serra não sofre contestação, já que a formação orientada por Júlio Almeida foi a melhor em campo, manietando o adversário durante largos períodos do jogo. Contestado pelo público afeto à equipa da casa, o trabalho da equipa de arbitragem ficou marcado por alguns erros e pela discutível decisão de conceder oito minutos de desconto.

Zé Costa tenta “furar” entre dois adversários

Paços “tomba” Figueirense

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