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Obras do Hospital da Guarda já estão no terreno

Primeira fase da empreitada de requalificação e ampliação deve estar concluída no Verão de 2011

Os trabalhos de terraplanagem para a primeira fase das obras de requalificação e ampliação do Hospital da Guarda decorrem a bom ritmo. A empreitada, adjudicada por cerca de 40 milhões de euros, vai ocupar as traseiras da igreja do Sousa Martins, bem como o actual parque de estacionamento e zona envolvente.

O responsável pela obra explica que neste momento se está a «desmontar todo o terreno», isto é, estão a ser retirados cerca de 200 mil metros cúbicos de terra que inclui «muita rocha», havendo, por isso, necessidade de recorrer ao «uso de explosivos». Victor Gonçalves explica que no edifício a construir funcionará a entrada principal do Hospital, a Urgência geral, a Consulta Externa e o bloco operatório, entre outras valências «mais nobres e mais pesadas». O prazo de execução da primeira fase é de 22 meses e a área total de construção é superior a 40 mil metros quadrados, sendo a área de implantação de 12,500 metros quadrados, incluindo 700 lugares de estacionamento. Deste modo, espera-se que «no início do Verão de 2011» a primeira fase esteja concluída. «Só depois da conclusão desta obra e de pôr o edifício a funcionar é que se avançará para a intervenção nos dois edifícios mais antigos, porque uma das estratégias do Hospital foi nunca parar o seu funcionamento», realça o engenheiro.

O responsável salienta que os trabalhos estão a «decorrer a “todo o gás” e dentro dos prazos normais», sendo «fundamental que as pessoas tenham a noção de que as obras não começam em passo de mágica», sendo necessário fazer planeamento: «Começar uma obra não é colocar logo máquinas a cavar terreno. É preciso montar estaleiro e fechar a zona para as pessoas não entrarem aqui e correrem riscos», adianta. De acordo com Victor Gonçalves, o tráfego também não será afectado, uma vez que «todo o acesso à empreitada será feito pela zona Sul, pelas Lameirinhas, de modo a que o acesso ao Hospital continue a funcionar como se a obra não existisse. Queremos fazer esta obra sem que o Hospital sofra qualquer consequência», sublinha.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda destaca a importância do arranque de uma obra esperada «há 20 anos»: «A população da Guarda e todos os profissionais estão ansiosos para que esta obra possa estar concluída o mais rápido possível, na medida em que cria condições de satisfação para os profissionais e para os próprios utentes em termos de atendimento, já que as instalações actuais estão degradadas e exíguas». Por outro lado, Fernando Girão acredita que as novas instalações podem «atrair mais profissionais» e «começar a adequar também um pouco a oferta à procura, nomeadamente nas áreas das patologias ligadas à idade». A segunda fase da intervenção no Sousa Martins, num investimento de cerca de 30 milhões, contempla a remodelação dos actuais edifícios e será lançada até ao final do ano.

Ricardo Cordeiro A área total de construção é superior a 40 mil metros quadrados

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