Pinhel volta a ter razões para sorrir. Cerca de um ano após o encerramento da Rohde ter deixado no desemprego mais de 370 operários, o concelho prepara-se para receber duas novas empresas que poderão criar mais de 300 novos postos de trabalho. As antigas instalações da multinacional alemã de calçado vão acolher uma empresa de aglomerados de madeira, enquanto a ex-Cooperativa Agrícola dos Produtores de Fruta do distrito da Guarda, situada no lugar da Pêga, vai receber uma nova fábrica de confecções de uma empresa sedeada em Vila Franca das Naves, Trancoso.
Dois espaços que são propriedade da empresa de construção civil António José Baraças e Irmãos, uma das principais impulsionadoras da vinda destes empreendimentos que prometem gerar uma nova dinâmica no município. António José Baraças congratula-se com a garantia da instalação destas duas empresas «de grandes dimensões», que vão fazer com que «deixe de se dizer que não há emprego em Pinhel», realçou aos microfones da Rádio Elmo. A partir de agora, «há emprego para Pinhel e com certeza que ainda teremos que recorrer aos concelhos vizinhos», afirmou. De resto, a antiga fábrica da Rohde até é pequena para os investidores da multinacional de aglomerados de madeira, uma vez que terão que ser feitas obras de ampliação das actuais instalações, anunciou. Trabalhos que farão com que a abertura da empresa só ocorra no início de 2008, estando previsto empregar «entre 280 a 300 funcionários, 30 por cento dos quais serão homens», adianta o empresário. Já a segunda empresa, que ocupará as instalações da antiga Cooperativa Agrícola localizada mesmo à entrada da “cidade-falcão”, vai começar a laborar já no dia 7 de Agosto, criando «cerca de 70 postos de trabalho», adiantou.
Quem acolheu com «muito entusiasmo» a notícia foi o autarca António Ruas, sublinhando que já tinha havido várias tentativas «falhadas» para se alugarem as instalações que pertenceram à Rohde. O edil considera que passa a «haver alguma luz ao fundo do túnel» para um concelho que se pode «relançar» com a criação de novos empregos que vão contribuir para «minimizar o desastre social provocado pelo encerramento da Rohde», sublinha. «É um alento muito grande para muita gente que está desempregada e que vê aqui surgir uma possível oportunidade de emprego», sublinha. No entanto, o presidente da Câmara de Pinhel não está «tão optimista» quanto António Baraças no que diz respeito ao número de postos de trabalho que poderão ser criados. António Ruas fala em «cerca de cento e poucos» empregos «numa primeira fase» na fábrica de aglomerados de madeira e de «entre 40 a 50» na de confecções. Mas espera que sejam mais, preferindo neste momento ser «muito cauteloso, porque tudo o que vier por acréscimo será sempre bem-vindo», acrescenta, admitindo que «se conseguirmos no total criar 200 empregos, à partida será muito bom». «Quantos mais postos de trabalho conseguirmos criar melhor. O empresário está de parabéns porque, pelo que me disse, fez um esforço significativo para que estas empresas se instalassem em Pinhel», elogia.
Ricardo Cordeiro


