O programa acordado entre Portugal e a “troika” pode sofrer um ajustamento no futuro, mas por agora está adaptado à realidade económica, pelo que ainda é cedo para pensar num aumento do envelope financeiro de 78 mil milhões de euros, dizem os seus responsáveis..
«Mudanças podem ser implementadas no programa, mas de momento não é altura de pensar num envelope [financeiro] mais elevado ou seja o que for. De momento, o programa está bem e a correr bem», afirmou Jürgen Kroger, da Comissão Europeia, durante a conferência de imprensa da “troika”, esta tarde, em Lisboa. Ainda assim, o responsável referiu que os peritos estarão atentos às mudanças nas condições económicas para «ajustar o programa às condições económicas».
Também Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional, afirmou que o programa é «ambicioso» mas «viável», pelo menos para já. «Se a economia viesse a ter um resultado pior do que esperado teríamos rever tudo, mas neste momento achamos que as políticas são ambiciosas mas adequadas», considerou. Os chefes da missão em Portugal realçaram estar muito satisfeitos com o trabalho realizado, enaltecendo o compromisso do Governo com o programa, mas também do PS com os seus principais pontos.
«Estamos muito satisfeitos com esta segunda revisão, em particular com o compromisso do Governo em implementar o programa. Sabemos também que o principal partido da oposição concorda com os principais pontos do programa», disse Jürgen Kröger. Este elemento da “troika” sublinhou ainda que as reformas estruturais serão uma parte fundamental na próxima avaliação.
Pelo Banco Central Europeu, o líder da equipa, Rasmus Rüffer, disse que na parte financeira do programa, as autoridades portuguesas já vão bastante avançadas, sublinhando em particular o trabalho do Banco de Portugal, mas mantendo que os bancos terão de cumprir as regras estabelecidas no programa.


