Tem estado na ordem do dia o futuro da maternidade da Guarda. A nova administração da ULS da Guarda aproveitou a simbologia do “primeiro bebé do ano” para lançar uma campanha em defesa da maternidade que nos une. O Bispo da Guarda, sempre atento às questões humanitárias e sociais, deu claro sinal da importância da manutenção deste serviço, na visita efetuada ao mesmo. A Rádio Altitude, em colaboração com o TMG, organizou um debate mobilizador e nós, cidadãos da Guarda, não nos podemos conformar com este anúncio que para alguns é uma inevitabilidade. Como foi escrito num blogue, com atenta e permanente intervenção:
«Preparem-se para o choque que esta notícia vai originar na nossa cidade: A Maternidade da Guarda vai fechar em breve, assim como a de Castelo Branco. Fica a da Covilhã, claro.
Mais. Vai ser criado o Pólo de Saúde da Beira Interior, com sede, claro, na Covilhã. As ULS da Guarda e Castelo Branco vão ser integradas no Centro Hospital da Cova da Beira.
Desta vez é de vez! Pouco adiantará protestos ou fraldas nas janelas. Ate ao final do primeiro trimestre de 2013 a machadada será dada.
A proposta das medidas que divulgo é da autoria do Grupo de Reforma Hospitalar que só ontem foi divulgado na íntegra.
A Guarda não tem força, nem protagonistas políticos, nem movimentos de cidadania capazes de lutar contra a decisão que, ao que tudo indica, será irreversível.
Depois das portagens na A23 e A25 aqui está outra contribuição para que a Guarda seja ainda mais pobre e inexpressiva» ( in, cafe-mondego.blogspot.com).
Entendo que não nos podemos conformar com esta anunciada realidade. A Guarda tem direito à sua maternidade, por várias razões, das quais destaco as seguintes:
Razões históricas – a Guarda é uma referência enquanto cidade de saúde, com história e com provas dadas.
Razões de qualidade e de humanização – É reconhecido que os serviços respondem com qualidade e com elevada humanização nos serviços prestados.
Razões geográficas – a extensa área do distrito da Guarda não pode ficar sem este serviço.
Razões Administrativas – Tendo em conta que ainda vigora a unidade territorial que são os distritos, seria o único distrito do país a ficar sem uma maternidade (Castelo Branco, por exemplo, tem duas).
Razões políticas – Alguém entenderia ou aceitaria que, depois da elevada confiança que o distrito da Guarda deu ao partido que suporta o governo, elegendo três dos quatro deputados, fosse este mesmo governo a retirar-lhe a maternidade?!
Da minha parte e de muitos cidadãos da Guarda, jamais esperem um alinhamento para decisões desta natureza!
Por: Manuel Rodrigues
* Presidente da concelhia da Guarda do PSD


