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O dia da Mulher é «um dia para todos»

No âmbito do Dia Internacional da Mulher, Guida Gama publicou livro que ensina as pessoas a viverem com gosto pela vida

“Quanto mais gosto de mim…mais a vida me sorri” é o título do livro de reflexões da autora Guida Gama, natural do Manigoto, que foi apresentado na passada segunda-feira, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher. A sessão decorreu no Instituto Português da Juventude da Guarda. Para António Barreiros, da Artelivre, associação que apoiou esta iniciativa, Guida Gama é uma «mulher cheia de coragem que deve receber todas as homenagens», destacando ainda a sua capacidade criadora.

No entanto, a autora lamenta que o dia seja denominado por “Dia Internacional da Mulher” porque considera que «não é só a mulher que é feminina e sensível, também o homem possui esta faceta». Acha por isso que este é «um dia para todos». Ao longo do seu percurso pessoal e profissional, do qual se salienta o facto de ser professora e engenheira-têxtil, descobriu «coisas do mundo sensível que muitas vezes estão ocultas» para a generalidade das pessoas. Foi com base numa necessidade particular que procurou «transmitir a sua filosofia de vida» no âmbito de um trabalho de voluntariado, que desenvolve actualmente com um grupo de toxicodependentes. Estava a preparar um “workshop” sobre auto-estima e deparou-se com a produção de um «pequeno caderno de reflexões», conta, elaborado apenas para distribuir num circuito fechado «entre amigos». Agora, o objectivo do livro é o de transmitir máximas de vida para interiorizar, pois, segundo a autora, há muitas formas de alcançar a felicidade, «mas a meta é só uma», garante Guida Gama, que pretende «ajudar a encontrar a forma mais simples». No entanto, a boa receptividade alcançada no seio dos amigos e familiares impulsionou-a para uma divulgação mais abrangente.

«É através de iniciativas como estas que tenho apresentado o meu o livro», explica Guida. O caderno de reflexões não revela uma estrutura com um «valor literário ou usual, é todo feito por mim até à costura», como a autora tem por hábito dizer. Por isso a obra apresenta uma aparência «muito artesanal», cada livro tem um toque pessoal, mas todos carregam a esperança de que possa «contribuir para valorizar mais as próprias pessoas». “Quanto mais gosto de mim…mais a vida me sorri” tem como pretensão difundir «auto-estima e ajudar o próximo», apesar da autora estar consciente de que apresenta uma visão «utópica». Porém, confia que o mundo «não é mais do que o espelho da nossa reflexão» e não só acredita, como sente, que «devemos fazer o que gostamos». O título do livro está intimamente relacionado com o seu lema de vida, pois acredita que «quando gosto de mim todos gostam», sublinha, salientando a importância da auto-estima. Paralelamente à apresentação da obra estiveram também presentes dois artistas plásticos da Artelivre que acompanharam a sessão pintando quadros alusivos ao tema da mulher. Por outro lado, foi inaugurada no mesmo espaço uma exposição de bordados de Castelo Branco da autoria de Elisa Maria Rocha.

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