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Novas teorias

Mitocôndrias e Quasares

Com a entrada no século XX, os conceitos que antes eram considerados imutáveis transformaram-se em processos dinâmicos e foram a semente que originou uma nova revolução só comparável à representada por Copérnico.

A física, encarregada de revelar os mecanismos íntimos do comportamento da matéria, foi uma das áreas científicas onde se produziu uma profunda revisão dos fundamentos sobre os quais se erguera. Dois homens, cada um por si, resolveram explicar tanto a composição da matéria, como as grandes estruturas do Universo. Sem poderem convergir até agora ambas as visões, Albert Einstein e Max Planck foram os representantes das duas teorias que, embora divergentes, explicam por si quer o muito grande, quer o muito pequeno. A partir da relatividade geral apareceu outra teoria relacionada com o Universo: a do “Big Bang”. Esta teoria indica que todo o Universo teve a sua origem num ponto, tratando-se de uma construção que foi sendo modelada a partir dos enunciados da teoria da relatividade geral de Einstein. Portanto, não é uma criação isolada de um cientista, mas o produto da investigação e especulações de inúmeros investigadores.

Teoria do campo unificado

A teoria do campo unificado sugere que um evento num determinado campo pode induzir outro num campo diferente. Um exemplo desta hipótese é o achado de Maxwell que, por causa de uma experiência realizada por Faraday em 1831, descobriu que os campos magnéticos induziam correntes elétricas. Desta maneira, juntaram-se eletricidade e magnetismo, fenómenos não relacionadas até então. Entre a Física de partículas e a Cosmologia pretende construir-se uma ponte semelhante mediante certas explicações que produziriam a ansiada aproximação de ambos os campos.

Supersimetria e modelo padrão

A Supersimetria ainda não foi verificada, mas faz parte de modelos teóricos atuais, especialmente em teorias de campo unificado. As recentes experiências realizadas com o Grande Acelerador de Hadões (LHC), em 2010, procuram a sua confirmação. A Supersimetria supõe a unificação das quatro forças, tal como são descritas nos primeiros momentos do “Big Bang”. Um dos modelos que guia este trabalho é o Modelo Padrão, que comtempla três destas forças, deixando de lado a gravidade, pelo que muitos julgam necessário ampliar o modelo.

Teorias das Super Cordas

A teoria da Supersimetria está subjacente à moderna teoria das Super Cordas. Em nenhuma destas teorias existem previsões teóricas baseadas na experimentação nem em observações, mas elas têm um forte enraizamento matemático e possuem algo que é fundamental para muitos cientistas: elegância. Talvez estranhemos um pouco que este conceito seja usado em áreas distantes das artes, mas, quando mergulhamos em espaços infinitos, confirmamos certamente que tudo tem a ver com tudo.

Os primeiros avanços nesta direção foram realizados em 1968. A teoria estabelecia que as partículas elementares eram compostas por minúsculas cordas que vibravam, tal como vibram as cordas de um instrumento musical. A cada forma de vibração corresponderia uma partícula diferente, sendo que as formas descritas eram muito pequenas, tanto que não podem ser observadas. Outra particularidade descrita era o facto de viajarem a uma velocidade superior à luz. Mas a teoria apresentava alguns desajustes, como anomalias matemáticas, além de não resolver o problema da gravidade, que continuava preterido. Alguns anos depois a teoria começou a ganhar força criando mais dimensões, mais seis além das quatro conhecidas, e descrevendo cinco variantes da teoria, o que resultou na chamada Teoria de Tudo.

Aguardemos novas ideias, novos pensamentos e novas teorias nas próximas décadas.

Por: António Costa

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