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«Não houve aumento dos índices de criminalidade na região»

Coordenador da PJ da Guarda está de saída e faz um «balanço positivo»

O coordenador do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Judiciária da Guarda termina esta semana as suas funções. Artur Vaz está de regresso a Lisboa, depois de ter efetuado nesta região uma comissão de serviço de dois anos. O responsável afirmou a O INTERIOR que «ainda não está oficialmente determinado» qual o profissional que o irá substituir, mas a edição de quinta-feira do Jornal de Notícias indicava o nome do inspetor-coordenador Pessoa Nunes, que atualmente presta serviço na Diretoria do Norte da PJ.

Dos dois anos de atividade na Guarda, Artur Vaz faz «um balanço positivo». «Vim dar continuidade a um trabalho que já estava a ser feito há muitos anos pela polícia nos departamentos regionais», explica, acrescentando que hoje «o DIC está bem sedimentado e tem meios humanos suficientes, o que é um conforto para quem está a chefiar». No combate ao crime, garante que «nenhum coordenador faz nada sozinho» e, por isso, destaca a importância do «trabalho em equipa» numa determinada investigação. «Há sempre a junção de várias especialidades. Os profissionais do laboratório, da recolha de vestígios e das vigilâncias trabalham em conjunto. A ideia que passa nos filmes de um só investigador é completamente errada», ressalva. Apesar de reconhecer que uma das grandes mudanças na PJ da Guarda se deu no reforço dos meios humanos e das instalações, Artur Vaz assegura que essa realidade não resultou propriamente de um incremento do número de crimes na região. «Não tem havido um aumento dos índices de criminalidade no distrito. Não gosto de dizer que são baixos, porque mesmo quando há apenas um crime, já não é bom. Mas se compararmos com outras zonas, esta região tem índices mais baixos», considera.

O responsável diz que não houve nenhum tipo de crime que tenha suscitado «maior preocupação» aos agentes da autoridade ao longo dos últimos anos. Há antes um conjunto de delitos a que têm de estar sempre atentos. «Apesar de o consumo não ser muito elevado, o tráfico de droga é uma das áreas da nossa atuação, sobretudo porque estamos numa zona de fronteira e Portugal é um ponto de entrada de haxixe e cocaína na União Europeia. Mas o nosso trabalho também tem a ver com crimes contra as pessoas ou com a criminalidade económica, por exemplo», acrescenta.

Artur Vaz regressa agora ao serviço em Lisboa, de onde saiu em 2009. Na Guarda, tem a certeza de ter deixado «uma boa equipa».

Catarina Pinto Artur Vaz iniciou a comissão de serviço na PJ da Guarda em 2009

«Não houve aumento dos índices de
        criminalidade na região»

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