Bilhete Postal
Leva-me
Nos braços tatuada
Ou no coração preso.
Leva-me muda.
Leva esta marota
Que dentro de ti
Faz-se pequena.
Leva-me irrequieta.
Mexo-me, entrego-me.
Toco-te.
Enlouquecido
já não me vês menina.
Como um pardal vivo
Leva-me
E cavalga-me
Leva-me e abusa-me.
Eu sou a mulher
Sem tino, sem siso
Sem juízo algum.
Aproveita agora.
Fui assim uma vez
Mas quero a vida toda
Comigo dentro
Mas fora.
Sem compromisso
Sem certeza
Sem trela ou coleira
dou-me porque quero,
inteira.
Por: Diogo Cabrita


