Arquivo

Modelo de fundação para gestão do Museu do Côa e Parque Arqueológico mantém-se

O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, disse ontem em Vila Nova de Foz Côa que o modelo de fundação para a gestão do Parque Arqueológico e do Museu do Côa vai manter-se.

O Governo defende que «o mais viável é a continuação do modelo de fundação», embora seja necessária uma «profunda reestruturação», segundo o ministro, que afirma ser «essencial» que a revitalização da Fundação Côa Parque seja feita «através do diálogo com os trabalhadores». O ministro reuniu-se com os mesmos e ouviu da parte deles menção às «faltas e carências que têm sentido nos últimos anos» e ainda às »dúvidas sobre os excessivos modelos de gestão que têm sido apresentados para o Vale do Côa». Luís Castro Mendes assegura os postos de trabalho existentes, garantindo que não haverão despedimentos.

No entanto, José Pedro Branquinho, representante dos trabalhadores, revelou que estes esperavam que o Estado «tutelasse novamente» o Parque Arqueológico e o Museu. «O modelo de fundação é considerado pelo Governo a melhor solução. Contudo, estes cerca de cinco anos em que estivemos sob o modelo da Fundação foram maus de mais. A falta de financiamento levou a que se cometessem muitos erros, alguns deles graves, tais como a falta de dinheiro para o pagamento de salários dos trabalhadores», relembrou o sindicalista.

Luís Castro Mendes teve a primeira audição em comissão parlamentar a 17 de maio e, nessa altura, não adiantou nada sobre o futuro da Fundação Côa Parque.

Sobre o autor

Deixe comentário