Não há almoços grátis
Foi suspenso o já tradicional almoço de Natal oferecido pela Câmara da Covilhã aos portadores do Cartão do Idoso. Segundo o executivo camarário, a suspensão do almoço deve-se aos cortes orçamentais impostos pela administração central. Ou seja, para a Câmara, a culpa é do Governo.
Desculpem a minha discordância mas, seguindo a linha de raciocínio da Câmara, diria que a culpa é do Presidente da República por ter marcado as autárquicas para uma data muito anterior ao Natal. Sim, porque se as eleições decorressem na semana anterior às festividades natalícias, aposto que o almoço se realizava.
A atitude da Câmara da Covilhã veio acrescentar um novo conceito à política local: o conceito de idoso descartável.
Acredito que a situação financeira da Câmara da Covilhã seja difícil mas, sejamos francos, este almoço tem um peso insignificante no orçamento da autarquia. Aliás, se a intenção não fosse utilizar os idosos como arma de arremesso contra o Governo, a Câmara poderia ter encontrado dois ou três patrocinadores que financiassem o almoço de Natal, mantendo assim uma tradição muito apreciada pelos idosos do concelho.
Nós, os ricos.
A Guarda poderá ter uma escola profissional já no próximo ano lectivo.
O projecto, que mereceu a avaliação de “muito bom”, conta com o apoio da Câmara Municipal da Guarda e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, entidades que poderão vir a integrar a associação promotora do projecto.
De acordo com a notícia publicada n’O Interior, o único obstáculo parece ser a falta de financiamento, algo que pode adiar a abertura da escola. Ou seja, apesar da importância da escola para a cidade, caso o dinheiro não chegue, o projecto pára.
Ora, se a escola é realmente necessária, por que não se aproveitam os recursos existentes na cidade, avançando de imediato?
É público que o Ensino Superior está a perder alunos. O baixo índice de natalidade e as novas regras de ingresso permitem antever que o decréscimo vai continuar nos próximos anos. Também é público que a ESTG da Guarda tem sido duramente afectada pela falta de alunos, apesar de dispor de instalações e laboratórios ao nível do que melhor há no país.
Parece-me, pois, que seria lógico arrancar com a escola profissional nas instalações da ESTG, rentabilizavam-se assim os recursos existentes. Para além dos ganhos evidentes, a Guarda passava a ter uma estrutura de ensino inovadora, graças à oferta de uma formação integrada desde o 10º ano ao final da licenciatura.
Por: João Canavilhas



