Vários pais de crianças com necessidades educativas especiais da Guarda, descontentes com o apoio nas escolas, vão convidar a directora regional de Educação do Centro a visitar estes estabelecimentos.
A decisão foi tomada na passada segunda-feira, numa reunião com a direcção do executivo distrital do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC), duas semanas após a diminuição do número de tarefeiras nos Agrupamentos de Escolas de Manteigas, Sequeira, S. Miguel e Zona Urbana da Guarda. Para ultrapassar o problema, as escolas em causa reforçaram do número de horas de tarefeiras e o recorreram a auxiliares, mas os pais e o sindicato consideram a medida insuficiente. «O problema foi resolvido nalgumas escolas, mas ainda há situações de crianças sem o apoio destes tarefeiros», afirmou Sofia Monteiro, dirigente do SPRC. Os pais também decidiram denunciar as situações junto da Governadora Civil da Guarda e, caso a directora da DREC, não aceite o seu convite, «seremos obrigados a levar as nossas crianças à directora regional, para ver com os próprios olhos que não estamos a exagerar e que são crianças que precisam de muito apoio», afirmou Rosa Malége, uma das mães que participou na reunião.
A resposta chegou entretanto da Direcção Regional de Educação do Centro, que nega haver falta de pessoal para apoiar estas crianças. Em comunicado, Engrácia Castro, directora regional de Educação, assegura que a unidade de multi-deficiência da Escola Santa Zita tem as condições para funcionar. «Está situada no piso térreo, com acessibilidades e instalações sanitárias adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada», salienta. A responsável refere também que existe um Centro de Recursos TIC «a funcionar no primeiro piso, tendo sido recomendado pela DREC, após visita da DREC e vistoria técnica, efectuada em Outubro de 2007, a mudança dessa sala para um outro espaço no rés-do-chão em condições de luminosidade, climatização, mobilidade, situada o mais próximo do acesso exterior e da instalação sanitária adaptada». Em relação à alegada falta de tarefeiros, a DREC esclarece que tendo em conta as características da EB1 de Santa Zita «é estimada a necessidade de quatro Auxiliares de Acção Educativa (AAE)».
«Porém, esta escola dispõe de sete AAE, tendo-lhe sido ainda atribuídas 12 horas para a contratação de tarefeiras», acrescenta. Engrácia Castro recorda, na mesma nota, que os Conselhos Executivos foram informados de «que o número de horas de limpeza para assalariados seria comunicado todos os meses, no pressuposto de que as necessidades das escolas podem alterar-se ao longo do ano lectivo». Sobre a falta de tarefeiras denunciada pelo SPRC e pelos pais de alunos de escolas da Guarda, a DREC reafirma, «de forma veemente», que todas as situações reportadas, «sendo devidamente justificadas, são analisadas e resolvidas, como aliás se tem verificado».


