O ministro das Finanças garantiu esta manhã que o Orçamento do Estado para 2017 não terá aumento de impostos diretos. Mas assumiu que essa opção forçará «um balanceamento entre impostos diretos e indiretos», de acordo com o Expresso.
«As alterações fiscais a adotar no Orçamento do Estado para 2017 terão o mesmo padrão do Orçamento do Estado para 2016. Para reduzir o nível de impostos diretos terá de haver um balanceamento entre impostos diretos e impostos indiretos», explicou Mário Centeno durante uma audição regimental na Assembleia da República.
Recorde-se que no OE para 2016 foi aumentada a carga fiscal em produtos como o tabaco, gasolina ou veículos automóveis.
Na segunda ronda de perguntas dos deputados, e quando confrontado pelos deputados do PSD com o facto de ter assumido um aumento de impostos indiretos para 2017, Mário Centeno esclareceu que «a redução global da carga fiscal é o indicador mais relevante» para o Governo e que esse «objetivo vai materializar-se no Orçamento para 2017».


