Em 2017, a Câmara da Guarda não vai mexer na Derrama, um imposto municipal aplicado sobre o lucro tributável das empresas.
Atualmente, esta taxa é de 1,0 por cento (de um limite máximo de 1,5 por cento). Ficam isentas do seu pagamento as empresas do ramo da restauração e pequeno comércio com um volume de negócios anual inferior a 150 mil euros e todas as pequenas empresas, com o mesmo volume de negócios, que criem três postos de trabalho. Inalterada ficará também a percentagem de 5 por cento a que a autarquia tem direito sobre o IRS coletado no concelho. Na última reunião do executivo, a autarquia deliberou por unanimidade tornar-se fundador da Fundação Serralves, no Porto, mediante o pagamento de 100 mil euros a repartir por quatro anos. «As contrapartidas são enormes através de parcerias a estabelecer, da vinda de exposições itinerantes e de espetáculos. Este acordo valoriza a Guarda como grande cidade de cultura», afirmou o presidente do município.
Álvaro Amaro anunciou ainda que a cidade registou, entre janeiro e agosto deste ano um aumento de turistas de 8,16 por cento, comparativamente a igual período de 2015. «Significa um aumento de quase cerca de mil visitantes, mas eu acho que serão mais», disse o edil, adiantando que estes dados dizem apenas respeito aos turistas que passam pelo posto de turismo. Segundo dados oficiais, entre janeiro e agosto visitaram a Guarda 12.700 turistas, enquanto que em igual período do ano passado foram 11.742. Os portugueses
(42 por cento) e os espanhóis (25 por cento) estão em maioria, seguidos dos franceses (14 por cento) e dos israelitas (4,5 por cento), revelou o autarca. O executivo decretou ainda o luto municipal pelo falecimento de Fernando Pinto Mateus, presidente da Câmara entre 1966 e 1968.


