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Luta pelos terrenos chegou ao fim no Tortosendo

Sport Tortosendo e Benfica vai receber contrapartidas no valor de 450 mil euros para aquisição e obras da sede

A discórdia à volta dos terrenos onde foram construídos 148 fogos de habitação social do Bairro do Cabeço, no Tortosendo, e que se arrastava há quase dois anos, terminou na última semana. O Sport Tortosendo e Benfica retirou a acção judicial interposta contra a Câmara da Covilhã e a Junta de Freguesia da vila por «usurpação ilegal dos terrenos» que o clube reclamava como seus.

O caso terminou na última sexta-feira na sequência da assinatura do acordo celebrado em Julho entre o clube e a Somague, que se compromete a pagar ao STB 450 mil euros: 125 mil para a aquisição da sede, 75 mil para pagamento de impostos e aquisição de mobiliário e equipamento e os restantes 250 mil euros para obras de recuperação na sede da colectividade. Embora «satisfeito» pelo facto da discórdia ter chegado ao fim, Artur Meireles, presidente da Assembleia-Geral do STB e líder da bancada PS na Assembleia Municipal da Covilhã, continua a afirmar que os terrenos eram do clube, refutando as declarações de Carlos Pinto ao jornal “Público” de domingo passado.

O autarca afirmara que o acordo era «a prova» de que o clube reconhecia que os terrenos, onde foram colocados alguns blocos habitacionais, eram da Junta de Freguesia. «Os terrenos eram nossos. Agora é que os vendemos à Junta por 450 mil euros, que são as contrapartidas que exigíamos no acordo», acrescenta Artur Meireles, para quem o problema teria ficado «logo resolvido» se a Junta não tivesse apresentado uma escritura de usucapião falsa como comprovativo da posse dos terrenos. No Verão de 2003, os dirigentes chegaram mesmo a afirmar que retiravam a acção judicial se a Junta reconhecesse que os terrenos doados em 1924 e 1981 eram do STB. A autarquia deverá entregar as casas durante o próximo mês, sendo que a candidatura realizada há dois anos deverá ser revista. É que durante este contratempo surgiram novos casos de carência económica e social. Dos 148 fogos construídos, 78 pertencem à Somague, que os irá colocar à venda, para além de dispor ainda de um espaço para construir um infantário.

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