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Ligação Aveiro-Viseu é «prioritária»

Traçado do TGV será 40 por cento em túneis e viadutos entre Aveiro e Salamanca

O ministro dos Transportes, Obras Públicas e Habitação revelou na última sexta-feira que cerca de 40 por cento do traçado da linha de alta velocidade entre Aveiro e Salamanca será feito sobre túneis e viadutos, encarecendo o preço da obra. Num almoço promovido pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, António Carmona Rodrigues voltou a lembrar que o TGV em Portugal vai começar a ser construído em 2006, devendo a totalidade da rede estar pronta dentro de 15 a 20 anos.

Os percursos de Lisboa/Porto, Lisboa/Madrid e Porto/Vigo serão os «prioritários», segundo o ministro, com as construções a arrancarem a partir de 2006 e com conclusões previstas para 2013, 2010 e 2009, respectivamente. Entretanto, o “Diário de Notícias” noticiou na semana passada que o facto desta linha vir a ser mista (passageiros/mercadorias) estará a criar um problema à Rave, entidade responsável pelo projecto da alta velocidade. É que o projecto não foi concebido inicialmente para transportar mercadorias e a sua viabilidade passa obrigatoriamente pela construção de uma plataforma logística no porto de Aveiro, que deverá ficar igualmente ligado ao porto de Leixões. Caso contrário «corre-se o risco de criar um elefante branco», refere o DN citando fontes ligadas ao projecto de alta velocidade, uma vez que não existe nenhum projecto para a construção de uma plataforma logística para servir a linha de alta velocidade. Outra prioridade, noticiada pelo mesmo matutino, prende-se também pela «urgência» na ligação ferroviária Aveiro-Viseu, o que significa, a fazer fé no DN, que já será um dado adquirido que a única paragem prevista neste troço acontecerá na “cidade de Viriato” em detrimento da Guarda. O jornal adianta mesmo que se esta intenção for aprovada pelo Governo, a construção da linha a Salamanca será «antecipada para servir numa primeira fase Aveiro-Viseu». Os planos iniciais apontavam para o início das obras apenas em 2011 e a sua conclusão em 2015. No global a infraestrutura que permitirá circular a velocidades entre 200 e 250 km/hora, vai envolver um investimento de 2.177 milhões de euros.

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