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Laos: um país para explorar (enquanto é tempo)

O Laos foi uma das mais agradáveis surpresas nas viagens que fiz pelo Sudeste Asiático.

Não existe, naturalmente, ligação direta entre Portugal e o Laos. Será sempre necessário efetuar uma escala num país vizinho. Vietname e Tailândia são opções a considerar, o que abre a possibilidade de visitar igualmente um desses países durante a escala. Note-se que a entrada no país depende de visto à chegada (preparem previamente o formulário, fotos e algum cash – as informações estão facilmente disponíveis online).

Nenhuma das cidades é grandemente conhecida e as atrações turísticas tradicionais escasseiam. O Laos é para sentir e explorar, descontraidamente. Sugiro o percurso que fiz durante vários dias como uma das possibilidades, ainda que as hipóteses sejam inúmeras:

1. Entrada no país pela capital: Vientiane. Uma cidade modesta e com pouco para visitar. Todavia, com uma atração fabulosa, o famoso “Buda deitado” (Vat that Khao), que fica a uns quilómetros de distância da cidade mas que merece a visita. Há autocarros, mas negociei um Tuk Tuk, desconfortável, mas que se tornou memorável, numa viagem de horas por trilhos de terra batida e buracos.

2. Partida para Vang Vieng, numa carrinha de sete lugares, sobrelotada, apinhada de gente local. Uma excelente experiência para sentir as pessoas. Vang Vieng é uma espécie de paraíso hippie, destino de alguns estudantes em viagem de finalistas, dadas todas as atrações e substâncias aí comercializadas.

3. Partida para Luang Prabang. Fiz a viagem num autocarro de 20 lugares, onde couberam 40 sentados e alguns em pé, num trajeto que me prometeram de 5 horas, mas que acabou por se revelar o dobro. Luang Prabang é uma cidade com recantos naturais impressionantes. Recomendo uma visita ao “Santuário dos Elefantes” e fazer um percurso de elefante no meio da natureza: tudo muito modesto e nativo, incluindo o almoço que consistiu numa porção de arroz com frango enrolada numa folha de bananeira.

4. Regresso ao país de escala, a partir de Luang Prabang.

As ligações entre as cidades podem ser feitas por vários meios, mas, de facto, os mais morosos e os que vão por terra são aqueles que permitem apreciar o país na sua plenitude.

Os mercados de rua são maravilhosos e aí pode-se encontrar de tudo a preços irrisórios. A comida local é simples mas saborosa, havendo várias opções de bons restaurantes com menus de degustação que permitem uma visão completa das iguarias.

O interessante é que, neste país, ainda é tudo muito genuíno. As pessoas, a relação com os turistas, os preços, etc. É um país que ainda não começou a despertar a atenção do turismo de massas e, por isso, contém ainda todos os seus encantos naturais, com o bom e mau que isso acarreta. Uma coisa é certa: o Laos de agora não será certamente o Laos dos anos vindouros. Por isso, se quer explorar um país mais alternativo e menos massificado, faça as malas enquanto é tempo.

Vai?

Boa viagem!

Por: Joana Dente

* @pitangaboss

Jurista / Makeup Artist / Fashion Stylist

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