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Isabel Metello confirmada no CDS/PP da Guarda

Centristas reúnem hoje na Mêda com dirigentes nacionais para definir estratégias para o distrito

Isabel Metello é a nova líder da concelhia da Guarda do CDS/PP. A única lista a votos no último sábado foi sufragada 42 por cento dos militantes inscritos: «Foi uma agradável surpresa, tendo em conta o péssimo estado do tempo. Também há muita gente desencantada com a política, mas houve pessoas que andaram centenas de quilómetros para votar», refere.

Com Isabel Metello foram eleitos Cláudia Amaral Teixeira (vice-presidente), Miguel Pires (secretário), Ricardo Santos, Octávio Jorge, António Júlio Fernandes e João Paulo Bidarra (vogais). Fonseca de Carvalho, Artur Bidarra e Ana Catarina Martin Gambôa assumem a mesa da Assembleia Concelhia. Para já, a recém-eleita não revela o candidato que o partido vai apresentar à Câmara da Guarda em 2009, até porque prefere falar das necessidades dos guardenses. «Ainda faz falta saneamento básico nalgumas freguesias, como na zona do Jarmelo. No trânsito, é um desordenamento completo. E fazem falta passeios para as pessoas não terem que se desviar constantemente – já para não falar nas pessoas com deficiência», critica a dirigente. Na sede do concelho lamenta que o parque municipal só seja «aproveitado nas festas da cidade, mas também faltam espaços verdes nos novos bairros. De resto, não percebo como foi inaugurado o Parque Urbano se ainda faltam duas fases», sublinha.

Críticas que assentam numa lacuna estrutural. «A Câmara da Guarda está a trabalhar com o Plano Director Municipal de Abílio Curto. A equipa de Joaquim Valente não tem nem obra feita, nem projectada», acusa Isabel Metello. A centrista questiona ainda o papel da autarquia no processo da PLIE, defendendo uma «divisão das responsabilidades de gestão com o NERGA, que teria mais facilidades em atrair empresas». Já Ricardo Santos, vogal da nova direcção da concelhia, defende que devia ter sido feito «um estudo bem programado, para melhor dimensionar a PLIE». De resto, considera que é a vizinhança da Guarda que prospera: «Vemos Viseu e a Covilhã a crescer de forma desmesurada e vemos muitos jovens a irem embora daqui», lamenta, acusando o executivo de Joaquim Valente de não ter cumprido a promessa de reduzir as dívidas da Câmara. «Há três anos o buraco era de 43 milhões de euros e já é, actualmente, de 50 milhões. Só em juros é pago um milhão de euros por ano», sublinha.

Ricardo Santos contesta, por isso, a forma como o dinheiro tem sido gasto em áreas como o desporto e a cultura: «O TMG, que deveria aproximar a cultura da cidade, é aproveitado por uma minoria, porque a maioria não se identifica minimamente com as suas actividades», garante. Em termos desportivos, contesta a focagem do investimento no futebol e defende a criação de uma estrutura onde todas as colectividades pudessem reunir e tratar dos seus assuntos. Hoje, na Mêda, as concelhias locais do CDS reúnem com João Almeida, secretário-geral da Comissão Política Nacional, e Campos Cunha, secretário-geral adjunto, para definirem a estratégia distrital. «Estamos perante um momento de ruptura com o CDS do passado. Queremos construir uma estrutura distrital unida, coesa e com um propósito. Não queremos guerrilhas internas», afirma Ricardo Santos.

Igor de Sousa Costa

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