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IMI mantém-se inalterado em praticamente todos os concelhos

O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai manter-se no próximo ano em quase todos os concelhos do distrito da Guarda, bem como na Covilhã, Fundão e Belmonte.

Já em Seia vai passar de 0,5 para 0,45 por cento, a nova taxa máxima por decisão do Parlamento. Em Celorico da Beira e Fornos de Algodres (Guarda), outros dois municípios sujeitos a planos de saneamento financeiro, não mexem no imposto, que continuará a ser de 0,5 por cento para prédios urbanos. António Fonseca, presidente da Câmara de Fornos de Algodres, justifica a manutenção do IMI com o «declínio financeiro» que o município atravessa. «Desde 2010 que temos este valor e, infelizmente, não vamos poder mexer dado que a anterior Câmara foi obrigada a maximizar todas as taxas», disse a O INTERIOR. Por sua vez, o edil de Celorico da Beira, José Monteiro, afirmou que «nem para as famílias com dependentes podemos ter qualquer tipo de desconto». Já a taxa mínima estabelecida por lei (0,3 por cento) encontra-se em Aguiar da Beira, Almeida, Belmonte, Manteigas, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa, concelhos onde o IMI se irá manter em 2017.

Também a Covilhã não vai fazer alterações ao valor atual da taxa, que permanecerá nos 0,35 por cento. Em Castelo Branco, o município aprovou a manutenção da taxa de 0,3 por cento, em vigor há vários anos. Na Mêda, o autarca Anselmo Sousa adiantou que o valor a cobrar em 2017 ainda não está decidido. No entanto, «vamos propor em reunião do executivo e na Assembleia Municipal de novembro a descida do IMI para famílias com mais de um filho», referiu. Por sua vez, o município de Gouveia vai propor a redução da taxa atual (0,38 por cento), «atendendo à situação do país», justificou o presidente Luís Tadeu. O INTERIOR tentou obter informação sobre o IMI a cobrar em Figueira de Castelo Rodrigo (0,3 por cento em 2015), Fundão (0,4), Sabugal (0,3) e Trancoso (0,3), mas os respetivos autarcas não estiveram disponíveis até à hora do fecho desta edição.

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