Henrique Monteiro pediu «solidariedade reforçada» do CDS-PP nacional para com a Guarda, um «território adormecido social e economicamente que precisa ser despertado». Mas na tomada de posse da concelhia local, na passada sexta-feira, o assunto do dia era o futuro da liderança dos centristas.
Nessa manhã, o semanário “Sol” noticiou que Paulo Portas saíria no próximo ano, mas o próprio encarregou-se de esclarecer que «quem diz quem são os políticos que ficam e quais os que saem em outubro de 2015 é o povo português quando, em eleições, escolher». Para o dirigente, «tudo o mais é especulação, tanto que até parece que começou mais cedo a “silly season”, aquela altura do ano em que há muito calor e não há notícias e as notícias começam a ser ligeiramente absurdas». Neste jantar com militantes, um dos mais concorridos dos últimos anos, o reeleito presidente da concelhia recordou que a coligação com o PSD foi decisiva para a «mudança política histórica» na Guarda, tendo destacado a eleição de uma vereadora, de quatro deputados municipais e de vários elementos nas Assembleias de Freguesia. «O CDS grangeou o respeito e a simpatia dos eleitores, e conseguiu lugares com os quais o partido nem sonhava», declarou Henrique Monteiro.
Perante este desempenho, o dirigente achou por bem reclamar uma «solidariedade reforçada» do CDS nacional para a secção local para «melhor ajudarmos o concelho a ultrapassar os constrangimentos criados nas últimas décadas». O presidente da concelhia sugeriu ainda que um dos próximos Conselhos Nacionais do partido decorra na Guarda. Na sua intervenção, Paulo Portas, que se tem empenhado na diplomacia económica no âmbito da pasta dos Negócios Estrangeiros, assumiu que tem procurado que «o investimento não fique apenas no litoral», mas avisou que «quem trata melhor os investidores é que consegue os investimentos». Numa altura em que o partido está a comemorar 40 anos, o líder nacional dos centristas lembrou ainda que a Guarda foi «o primeiro distrito onde o CDS ganhou nas legislativas», em 1976, e assumiu que quer chegar aos 40 mil militantes ativos, isto porque na Guarda assinou o pedido de adesão do militante número 33.353, Alfredo Nobre.
Na cidade mais alta, Paulo Portas garantiu que «a recessão foi embora, o crescimento económico voltou e o desemprego está a baixar consistentemente», mas também avisou que o fim da “troika” «não significa voltar à irresponsabilidade».
Luis Martins


