O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) convocou para amanhã uma greve pela falta de «resposta por parte do Governo/Ministério da Saúde às necessárias alterações à Carreira de Enfermagem», que mantêm os «elevados índices de precariedade e, inclusive de desemprego, no seio dos enfermeiros».
«O combate aos falsos recibos verdes, a contratação a termo, o aumento da carga horária semanal, a exploração de mão-de-obra qualificada com dezenas de especialistas sem receberem como tal, o protelamento da abertura de novos concursos» são as maiores lutas do SEP, de acordo com um comunicado. A nível local, o sindicato refere as alterações verificadas com a criação da Unidade local de Saúde (ULS) da Guarda, que vieram «piorar a situação» dos enfermeiros da região. O SEP defende que, na ULS, «deveria ser delineada uma política assente na premissa da satisfação profissional, passando pela elaboração de objectivos estratégicos institucionais assentes na qualidade, investigação em enfermagem e, sobretudo, catalisar vários projectos pensados na dinâmica organizacional conjunta», ao contrário do que dizem verificar nos últimos tempos, com «muitos contratos a prazo».
De resto, a estrutura sindical lamentou ainda não ter sido recebida pela administração da ULS. Para resolver os problemas mais graves do sector, o SEP reivindica três acções determinantes: a admissão de mais enfermeiros, a permanência daqueles que estão em exercício de funções e a transparência no processo de contratação.


