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Governo estuda desconto de 30 por cento para camiões nas portagens da A23 e A25

Medida deixa de fora veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias, o que não agrada a empresários e autarcas

O Governo tenciona aumentar para 30 por cento o desconto concedido aos pesados de mercadorias nas portagens das antigas autoestradas sem custos para o utilizador, como é o caso da A23 e A25.

Esta é uma das medidas que estão a ser preparadas no âmbito de um pacote para beneficiar as regiões do interior, do qual fará parte a já anunciada redução do IRC, e que serão aprovadas brevemente em Conselho de Ministros, noticiou o “Jornal de Notícias” na passada segunda-feira. Nesse sentido, as vias abrangidas serão a A22, A23, A24, A25 e a A4. No entanto, o diário refere que a proposta não satisfaz por completo as empresas localizadas nestas zonas, por estar circunscrita a camiões e não aos ligeiros de mercadorias, a maioria dos veículos usados pelas empresas. No início do ano, o ministro-adjunto Pedro Siza Vieira tinha admitido que o Governo estava a avaliar uma redução de portagens «no sentido de contribuir para a competitividade da atividade económica no interior». Contudo, o desconto de 30 por cento só para os camiões está também a ser contestado pelos responsáveis políticos da região. É o caso de Álvaro Amaro, que já disse discordar dessa eventual redução. «Era bom que o Governo ponderasse a diminuição do preço das portagens sem ser apenas para os veículos pesados de mercadorias. Sendo importante diminuir custos de contexto, importa não esquecer os veículos ligeiros de mercadorias e também os transportes ligeiros de pessoas», defende o presidente do município da Guarda e um dos principais dinamizadores do Movimento pelo Interior.

O também líder dos Autarcas Social-Democratas recorda que, «por uma questão de justiça, justiça territorial, por uma questão de coesão do território, sempre disse que era importante uma fortíssima redução no preço das portagens» nas antigas SCUT. No ano passado, os pagamentos efetuados pela Infraestruturas de Portugal (IP) relativos às concessões e subconcessões rodoviárias totalizaram 1.177,4 milhões de euros. A maior fatia continua a respeitar às concessões, designadamente às antigas SCUT. Os encargos com estas vias ascenderam a 672,8 milhões de euros, sendo que Beira Interior (A23) e Beira Litoral e Alta (A25) foram as que representaram um maior encargo para a IP.

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