Aeronave viajou desde o Golfo de Cádiz (Espanha) e “desapareceu” no concelho do Sabugal, segundo a Força Aérea Portuguesa.
A GNR da Guarda prossegue hoje o patrulhamento de áreas propícias à aterragem de aeronaves na zona da Guarda, depois de um avião não identificado ter sido interceptado, no domingo, por dois F-16 da Força Aérea Portuguesa.
«A GNR encetou ontem [domingo] diligências, que não deram resultado. Hoje, dentro da missão normal das patrulhas, continuará o patrulhamento em zonas propícias à aterragem deste tipo de aeronave», adianta o Comando Territorial da GNR da Guarda.
Segundo a mesma fonte, após notificação da Força Aérea, a GNR enviou seis patrulhas para os locais identificados como zonas de aterragem de aviões ligeiros nos concelhos do Sabugal e Almeida, não tendo sido localizada qualquer aeronave. A GNR admite a possibilidade da aeronave ter aterrado, naquela zona de fronteira, em território espanhol.
Ontem, dois F-16 da Força Aérea Portuguesa interceptaram uma avioneta não identificada na zona da Guarda, junto à fronteira, após um alerta das autoridades espanholas.
No âmbito do sistema de defesa aérea, um avião militar espanhol acompanhou a aeronave a partir das imediações do Golfo de Cádis, no extremo sul do país, até à zona de fronteira com Portugal, mas teve de abandonar a missão por falta de combustível.
A partir daí entraram em ação os F-16 portugueses, vindos da base área de Monte Real (Leiria), no encalço da aeronave não identificada, que seguia para norte, sempre junto à fronteira entre Espanha e Portugal. Contudo, a avioneta “desapareceu” literalmente na zona do Sabugal, «a dez quilómetros da fronteira», referiu o tenente-coronel Rui Roque à Lusa.
A Força Aérea deu então por concluída a missão de defesa do espaço aéreo e notificou a GNR para tentar averiguar a situação no terreno, «porque havia suspeita de transporte de estupefacientes».


