A cerimónia e o rigor são um caminho de gestão iniludível. Um bom gestor de conflitos gere a confusão de cima e usa umas pinças que o afastam da mancha e do salpico. Talvez por isto a etiqueta e alguma distância permitem maior respeito e menos altercação. Tenho visto reuniões onde a tolerância é zero e o nível das intervenções raia a má educação. O mesmo nunca se passa em lideranças indiscutíveis pelo respeito técnico, a exigência de qualidade e o bom senso das medidas apresentadas. Por estas razões penso que os directores devem ser tratados com deferência e pelo título que representam. A cerimónia aumenta a tolerância e convida ao respeito. Um bom gestor anda quase de helicóptero mas sabe descer ao terreno e quando o faz domina as matérias melhor que os outros e os assuntos em que se envolve, melhor que ninguém. O “Sr. Dr.” não se importa de dirigir esta coisa?
Por: Diogo Cabrita


