Li com atenção o Editorial da edição de 12 de julho e lamento a leviandade com que se debruçou sobre um tema de tal importância.
Diz o senhor que não se pode comparar a realidade do setor privado com a realidade do setor público e enumera uma serie de razões reveladoras da sua ignorância em relação ao tema que se propôs tratar. A figura do funcionário público, tal como a descreveu, está em extinção, os benefícios de que fala estão erradamente explicados e o argumento de que é bem feito que cortem os subsídios, dando a entender que os funcionários públicos são os culpados desta crise, é pura demagogia.
Pela responsabilidade que tem deveria informar-se muito bem antes de escrever este tipo de artigo, alguns dos argumentos que aponta à função pública, podem muito bem ser empregues ao setor privado. Lamento, pois, que tenha mordido o isco dos nossos governantes, e ajude à cisão, cada vez maior, da nossa sociedade. Afinal, reina-se melhor um povo que está contra ele próprio.
Eu como cidadã, aposto na união porque é ela quem faz a força. Eu como cidadã respeito, e muito, direitos que foram adquiridos com tanto sacrifício por isso não posso admitir que se publiquem discursos como este.
* título da responsabilidade da redação
Bárbara de Almeida, carta recebida por email


