Os 49 trabalhadores das empresas municipais Guarda Cidade Desporto e Culturguarda, extintas há dois anos, vão ser integrados nos quadros da Câmara.
Este é o resultado dos concursos públicos abertos pela autarquia, anunciou Álvaro Amaro na passada quarta-feira. «O processo está concluído e o júri propôs a integração de todos os funcionários nos quadros do município», disse o presidente, acrescentando que concorreram 329 pessoas para os 49 lugares colocados a concurso. Recorde-se que os funcionários e as funções daquelas duas empresas municipais tinham sido internalizados na Câmara após a sua extinção no âmbito da lei sobre o setor empresarial local. «Poderia ter optado como outras Câmaras, algumas bem próximas da Guarda, e despedir estas pessoas, mas não o fizemos», sublinhou o autarca. «Foi um ato de boa gestão e um ato socialmente justo porque estas pessoas tinham expectativas quando as contrataram para as empresas municipais», declarou Álvaro Amaro.
De resto, o presidente do município social-democrata lembrou que o anterior executivo camarário liderado por Joaquim Valente (PS) tinha decidido pelo despedimento de 30 pessoas. A medida estava incluída na proposta de fusão da Culturguarda (que geria o Teatro Municipal da Guarda) e da Guarda Cidade Desporto (que geria as piscinas municipais) numa nova entidade que acabou por ser chumbada pelo Tribunal de Contas (TdC). Após tomar posse, em outubro de 2013, o executivo presidido por Álvaro Amaro deliberou extinguir as duas empresas municipais e internalizar a totalidade dos seus trabalhadores que ficaram afetos à câmara pelo prazo de um ano até à conclusão dos concursos abertos em janeiro deste ano. Através destes procedimentos foram então recrutados treze técnicos superiores, dez assistentes técnicos e 26 assistentes operacionais.


