A barbárie sai à rua sob muitas formas. Sai mostrando sem pudor a violência gratuita, sai criando boatos, sai destruindo vidas por incúria, como nos cestos de “lunapark” que se desprendem, bancadas que desabam, muros que desmoronam, pontes que vão com o rio.
A violência sobre pessoas demonstrada por câmaras de vídeo é uma defesa, uma arma contra a impunidade, um garante de justiça. Faz dias fiquei gelado com um site onde se demonstra uma bárbara agressão a um jovem por outros oito. Diziam ser no Porto, e não era, diziam ser gang de rua em Portugal, e não era. Incomodado, fui procurar informação e pude ver Fabiano Dias Rodrigues vivo, sobrevivente da barbárie, depondo o que era possível e fiquei a saber da justiça implacável produzida pela polícia e lei brasileiras. A câmara tinha registado a omissão de ajuda, a agressão, a falta de senso no socorro. Os criminosos não estão a monte, os que não ajudaram estão identificados, o local da contenda fechou. A utilização num boato de imagens descontextualizadas, o discurso incendiário com base em premissas falsas, esses vão ficar impunes. Felizmente a medicina ajudou a salvar um jovem pontapeado, pisado, aparentemente por nada que valesse a pena levantar a voz sequer. Quem tem medo das câmaras de vídeo?
Por: Diogo Cabrita
| Comentários dos nossos leitores | ||||
|---|---|---|---|---|
|
||||
|
||||


