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Dívida da Câmara da Guarda cresceu 35 por cento em 10 anos, diz candidatura de Álvaro Amaro

A candidatura PSD/CDS-PP à Câmara da Guarda não exclui a realização de uma auditoria às contras da autarquia por uma «entidade externa, credenciada, pois apenas conhecemos a “ponta do icebergue”».

Em conferência de imprensa realizada na passada sexta-feira sobre a situação financeira do município, Ricardo Neves de Sousa acrescentou que o corte de pessoal «será sempre o último recurso». O economista adiantou que «o que é preciso é dar-lhes que fazer e cortar no desperdício», além de procurar novas fontes de financiamento. «A maioria PS na Câmara tem praticado uma anti-gestão, pois tem desperdiçado dinheiro, não tem concorrido a fundos comunitários e conseguido captar empresários. É mesmo um “case-study” de como não se deve fazer», afirmou o social-democrata. Acompanhado do vereador Rui Quinaz, o antigo deputado municipal voltou a insistir que a dívida da Câmara cresceu «mais de 35 por cento» em dez anos. «Em 2003 era de 35,7 milhões de euros e hoje são 48,3 milhões», contabilizou, acusando a maioria PS de ter «gasto à “tripa forra” e agora não há dinheiro para o essencial». Tal como o vereador, também Ricardo Neves de Sousa considera que a autarquia está a violar a lei dos compromissos e o contrato do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), pelo que «há o risco da Câmara não receber os 4,2 milhões da segunda tranche», avisou.

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