Porque o artigo publicado pelo jornal O INTERIOR, com o título “Tribunal de júri julga suspeito de matar a mulher em acidente simulado”, ilustrado com uma fotografia em 19 de novembro de 2015, na página 7, pode afetar a reputação e boa fama do meu cliente, Hélder Fráguas, advogado do Dr. Rui Alexandre Alves de Andrade, solicita a publicação do seguinte texto, em nome do seu cliente, na mesma secção (…), no exercício do direito de resposta consagrado nos artigos 24º e 27º da Lei de Imprensa:
Sou arguido no processo em que se investiga a morte da Dra. Ana Rita Antunes. Conforme se declara no jornal O INTERIOR, «na acusação, o Ministério Público que o economista de 39 anos (…) premeditou o crime, tendo instalado um “spyware” no telemóvel da esposa (…) permitiu aceder ao histórico de chamadas e mensagens (…) terá descoberto que Ana Rita Antunes, de 38 anos, mantinha um relacionamento extraconjugal e tencionava divorciar-se. (…), o marido, mediador imobiliário, (…) terá engendrado um esquema para ludibriar as autoridades através do despiste do carro do casal».
Tudo isto é falso. Tenho 38 anos e não 39. Nunca instalei nenhum “spyware” no telemóvel da minha mulher. A Ana Rita não tencionava divorciar-se de mim. Vivíamos num ambiente de harmonia e afeto com as nossas duas filhas.
Diz O INTERIOR: «Na altura, Rui Andrade contou à polícia que Ana Rita Antunes se suicidou». Tal afirmação é absolutamente descabida e falsa. Nunca proferi tais palavras.
Mais afirma o jornal: «confirmados pela autópsia, (…) a vítima terá falecido em consequência de “fortes pancadas” na cabeça». É bem possível que assim tenha sido. Mas o relatório da autópsia não indica que eu provoquei a morte da infeliz falecida. Espero que O INTERIOR me oiça previamente caso decida publicar mais alguma notícia a respeito do processo judicial que corre contra mim. Estou inocente. É uma enorme tragédia. As minhas filhas perderam a mãe. Eu fiquei viúvo. Encontro-me preso preventivamente por suspeita de homicídio. O mínimo de deontologia, moral e ética impõe que se proceda à minha audição prévia antes de ser publicada uma notícia a meu respeito.
Rui Alexandre Alves de Andrade


