Tem sido uma época de muitos altos e baixos para o Covilhã, que, no campo do último, voltou a deixar fugir mais dois pontos. Frente a uma formação em crise e com muitos jogadores do Distrital, os serranos estiveram novamente uns furos abaixo da sua real qualidade, apesar de alguns erros da equipa de arbitragem terem influenciado o resultado.
Vítor Cunha acabou por mudar o esquema de jogo, não utilizando nenhum ponta de lança de raiz e com Bruno Pereira a titular. A partida começou com o Covilhã a querer dominar, mas foi a equipa local a primeira a criar perigo, só que a “bomba” de Gato encontrou Igor Araújo pela frente. A jogada acordou os visitantes, com Cordeiro, no minuto seguinte, a atirar rente ao poste da baliza de Sérgio. Apesar de dominar, faltava mais velocidade ao jogo do Sporting, permitindo à defesa local controlar as suas investidas. Aos 20 , Paulo Campos até teve uma boa hipótese de inaugurar o activo, mas o cabeceamento saiu ao lado. Oito minutos depois foi Bruno Nogueira, só que Nelson conseguiu fazer o corte na hora certa.
Na segunda metade e com Pesquina em campo, o Covilhã entrou com outra atitude e conseguiu adiantar-se no marcador antes da hora de jogo. Cordeiro bateu bem um livre e João Real, no sítio certo, cabeceou para o golo. O Covilhã libertou-se um pouco e partiu à procura do segundo, que chegou aos 78 , por Pesquina, mas foi inexplicavelmente invalidado pelo árbitro auxiliar devido a um fora-de-jogo inexistente. Era Luizinho, que não teve influência no lance, quem estava em posição irregular. Três minutos depois os locais empataram o desafio. Bela jogada na direita, cruzamento para a área e Oziel a bater Igor Araújo. No entanto, a alegria local não durou muito, pois Paulo Campos correspondeu da melhor maneira a um cruzamento de Cordeiro e recolocou o Covilhã em vantagem.
E quando a partida parecia ter o destino traçado, o Portomosense acabou por empatar num canto “inventado” pelo árbitro, que Gato agradeceu. A arbitragem ficou marcada por erros graves e teve influência no resultado final. No final, Vítor Cunha referiu que este empate «soube a derrota», mas que a equipa não pode «justificar este resultado com a má arbitragem».
Francisco Carvalho



