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Dead Combo e 25 de abril em destaque no TMG

Até julho, há música, teatro, dança, cinema, exposições, tertúlias e atividades educativas numa programação «de qualidade e diversificada», considera Victor Afonso

A programação do Teatro Municipal da Guarda (TMG) para os próximos quatro meses vai custar menos cerca de 17 mil euros que no período homólogo do ano passado. O custo total não foi revelado, mas o vereador com o pelouro da Cultura na autarquia confirma que a preocupação é «poupar ao máximo e negociar» “cachets” e outras despesas com os artistas.

«Houve um grande esforço nesse sentido por parte da equipa do TMG», adiantou Victor Amaral na conferência de imprensa de apresentação da nova programação, na passada quinta-feira. O vereador acrescentou que o chumbo do Tribunal de Contas à fusão das duas empresas municipais da Guarda não teve qualquer efeito na programação, mantendo-se em vigor o contrato de financiamento aprovado pela Câmara, que este ano atribuiu 244 mil euros à Culturguarda – menos 17 por cento que em 2013 – para vencimentos, programação e despesas correntes. Apesar do aperto financeiro, o responsável revelou que a afluência às atividades do TMG no primeiro trimestre deste ano «cresceu 13 por cento» comparativamente a igual período de 2013. «É um indicador positivo e estimulante para continuarmos a trabalhar», considerou Victor Amaral.

Entre abril e julho, os destaques vão para as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, um concerto dos Dead Combo – Tó Trips e Pedro Gonçalves – (12 de julho), uma exposição invulgar de António Jorge Gonçalves e um mural do artista brasileiro de “street art” L7M. Mas há mais música, teatro, dança, cinema, exposições, tertúlias e atividades educativas numa programação «de qualidade e diversificada», disse Victor Afonso. A nova época do TMG começa esta noite com a exibição de um documentário sobre o artista plástico Jean-Michel Basquiat. Entre as propostas calendarizadas sobressaem também atividades com grupos e artistas da cidade, facto muito sublinhado na conferência de imprensa. «Apoiamos projetos na cidade e para a cidade», afirmou Victor Afonso a certa altura, uma ideia reforçada pouco depois por Victor Amaral, para quem «o TMG tem relação cada vez maior com a cidade, as suas associações, instituições e artistas».

Confrontado por O INTERIOR sobre alterações na orgânica do TMG – há agora um programador e seis coordenadores, mais quatro que no tempo de Américo Rodrigues –, o responsável desvalorizou o assunto, dizendo que a situação teve como objetivo «uniformizar a nomenclatura» do TMG. «Mas não houve alterações remuneratórias, nem promoções, até porque não há dinheiro para isso», sublinhou Victor Afonso.

Luis Martins Dupla Tó Trips e Pedro Gonçalves atua a 12 de julho

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