O Covilhã continua a “vingar” os maus resultados da primeira volta e, desta vez, derrotou o líder, que já não perdia desde a primeira jornada. Mesmo sem uma grande exibição, os serranos foram sempre superiores e marcaram na altura certa, numa partida que acabou por deixar muito a desejar. A equipa de Vítor Cunha continua na luta pelo segundo lugar, numa jornada onde os seus adversários directos também venceram.
A partida começou com o Fátima a controlar a posse de bola e todos os espaços do terreno, perante um Covilhã na expectativa. Os primeiros minutos foram de fraca qualidade e sem grandes situações de perigo, tendo os locais sofrido uma contrariedade com a lesão de Edgar Carvalho. A primeira jogada de golo aconteceu aos 21 , quando os visitantes testaram as qualidades do guardião local, que defendeu bem um disparo cruzado de Carlos Manuel. Sete minutos depois, o Covilhã abriu o activo na sequência de um canto. Cordeiro cobrou e João Real aproveitou uma falha defensiva para marcar. Com o golo, o jogo tornou-se ainda mais sensaborão, disputando-se apenas no meio-campo e com um Fátima lento de ideias e sem reacção perante a vantagem dos locais. Até ao intervalo não houve grandes situações de perigo, embora os covilhanenses tivessem sido forçados a nova alteração devido à lesão de Rui Morais.
Na segunda metade, o Fátima entrou de novo mandão, mas não conseguiu criar perigo numa partida em que a defesa local se revelou intransponível. Ainda antes da hora de jogo, os “leões da Serra” estiveram perto de ampliar a vantagem, quando Samuel quase fez auto-golo após um cruzamento traiçoeiro de Paulo Campos. Do outro lado, o Fátima bem tentava furar a muralha defensiva do Covilhã, só que faltaram ideias à formação de Rui Vitória, que já não perdia desde a jornada inaugural do campeonato. Mas o Sporting “matou” a partida a 10 minutos do fim, numa jogada de entendimento da sua dupla atacante, com Pesquina a marcar depois de um excelente passe de Luizinho. Até ao final, os comandados de Vítor Cunha controlaram os acontecimentos, perante um Fátima que nunca conseguiu impor o seu jogo. O técnico dos serranos afirmou depois que o Covilhã foi «a única equipa que procurou vencer» e mostrou, nas últimas jornadas, que «não é inferior às formações que vão à nossa frente».
Francisco Carvalho


