A produção de cereja este ano deve manter-se idêntica à de 2003, rondando as oito a 10 mil toneladas, anunciou recentemente o presidente da Associação de Produtores de Cereja da Cova da Beira (CERCOBE). Marques Francisco ressalvou, no entanto, que é difícil fazer um cálculo, dado que não existe um levantamento correcto das áreas de cultivo e muitos produtores não fazem parte da associação. Segundo aquele responsável, o tempo tem estado mais ou menos bom para a maturação e a chuva que tem caído não tem afectado os frutos. A Sul da Serra da Gardunha, a cereja encontra-se numa fase mais adiantada de maturação sendo previsível que ainda esta semana possa aparecer no mercado, enquanto na parte Norte, onde se situa a maior parte da produção, a colheita pode vir a ocorrer dentro de 15 a 20 dias, adiantou. O presidente da CERCOBE revelou ainda que existe muita gente interessada na compra da cereja da Cova da Beira, «reconhecida como sendo de uma qualidade excelente», mas lamentou a falta um centro coordenador de venda. Para Marques Francisco, que classificou a cereja como o «”petróleo” da Cova da Beira», um dos principais objectivos da associação é criar uma entidade reguladora que possa concretizar a concentração de toda a cereja produzida na região, incluindo os pequenos e médios produtores.


