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Continua troca de argumentos por causa do Hotel Turismo

PSD não aceita que o contrato de concessão não tenho acontecido na Guarda, mas PS diz que é apenas uma tentativa de «lançar fumaça»

A tão desejada assinatura do contrato de concessão do Hotel Turismo aconteceu no passado dia 3, mas a polémica continua. O PSD não aceita que a formalização do contrato tivesse acontecido em Lisboa e não na Guarda, longe dos holofotes, mas para o PS tais argumentos não são «mais que uma cortina de fumo», considerou Eduardo Brito à margem a última reunião de Câmara, realizada na segunda-feira.

Recordando que até ao Governo de António Costa «nada foi deito» para a reabertura da unidade, o vereador socialista afirmou que os sociais-democratas revelam «um sentimento de culpa e frustração por não ter encontrado uma solução e quando assim é lança-se fumaça». Também Pedro Fonseca declarou que no PS «valorizamos mais a obra do que a festa», sendo que o «importante» é que o Hotel Turismo seja uma questão «resolvida». Mas para Carlos Chaves Monteiro, vice-presidente da Câmara, que presidiu à sessão na ausência de Álvaro Amaro, a argumentação da oposição é «balofa e trivial» e fez com que a Guarda «fosse descriminada num processo em que todos participámos». E acrescentou que «por ação do PS ficou ensombrado um ato que era bom para a Guarda».

Chaves Monteiro explicou que «tivemos dois eventos nacionais associados à Feira Ibérica de Turismo, onde também esteve presente a Secretária de Estado», pelo que entende que teria sido oportuno a assinatura do contrato nessa altura. Aos jornalistas Eduardo Brito falou também da FIT, que considera «um evento importante» mas diz não estar «a ter as consequências que devia» em termos de turismo. «A Guarda não se está a aproximar dos concelhos vizinhos, como a Covilhã e Viseu, na captação de turismo», lamentou, dando como exemplo o centro histórico, que «continua muito desertificado e sem acontecimentos estruturantes à vista». Uma crítica que o vice-presidente da Câmara rejeitou justificando que «o aumento de turistas é cada vez maior e tem vindo a crescer desde 2014». De resto, Carlos Chaves Monteiro contrapôs que se a cidade não conseguisse captar turismo «nenhum investidor teria interesse em reabrir o hotel».

Nesta sessão de Câmara o PS voltou a lembrar a necessidade da Guarda ter um pavilhão multiusos, sugerindo a aquisição das antigas instalações da Delphi, «que seriam uma excelente localização». Sobre este assunto, o vice-presidente do município explicou que «estamos a fazer um estudo da localização» e entre «os locais possíveis» está a antiga fábrica da Delphi e a zona do Rio Diz, adiantou. Mas como se trata de um «investimento elevado» só avançará se tiver apoio comunitário, avisou Chaves Monteiro.

Ana Eugénia Inácio Contrato de concessão foi assinado na passado dia 3, em Lisboa

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