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Condutor de carroça embriagado condenado a pagar mais 250 euros

Tribunal de Celorico da Beira foi menos severo com Jorge Rodrigues do quem em Agosto passado

Conduzir embriagado a carroça atrelada a uma burra já custou 700 euros a Jorge Rodrigues, o agricultor de Salgueiras que foi apanhado na estrada com álcool a mais por duas ocasiões este ano. Na passada sexta-feira, o arguido ainda pensou que a juiza lhe ia perdoar a segunda infracção, mas enganou-se, já que foi novamente condenado por conduzir a sua carroça embriagado, com uma taxa-crime de 3,26 gramas por litro de sangue.

Mesmo assim, o Tribunal de Celorico da Beira foi menos severo que em Agosto, quando o agricultor de 34 anos foi julgado em processo sumário e sentenciado a uma multa de 450 euros. A esses, o arguido terá agora que somar 250 euros e a proibição de conduzir veículos com motor – tem carta de velocípedes – durante quatro meses. Após a leitura da sentença, Jorge Rodrigues voltou a afirmar que não tem meios para pagar a multa: «Tenho que ir trabalhar e estou disposto a ir para as obras, só não quero é que me ponham como coveiro», declarou à porta do tribunal. O agricultor, residente em Salgueirais, naquele concelho, assumiu ainda ter ficado contente por poder voltar a andar de carroça e revelou que, assim que regressasse a casa, ia tirar a burra da loja para ir «à lenha». E voltou a garantir que «da próxima vez que andar com os copos não volto a pegar na carroça». Menos certezas tem Jorge Rodrigues quanto a deixar de beber definitivamente, um vício que já lhe saiu caro. «Já deixei de fumar, não posso deixar os vícios todos. Mas ainda vou pensar no assunto», afirmou.

Por sua vez, Andreia Fonseca, advogada oficiosa, revelou que vai pedir a substituição da multa por trabalho comunitário, uma vez que o seu constituinte «não tem meios para pagar valor da multa». «Vamos tentar arranjar algo na Junta de Freguesia ou nalguma associação local para Jorge Rodrigues cumprir a pena», cujo cúmulo com a sentença de Agosto vai ser feito pelo tribunal. O caso remonta à noite de 3 de Fevereiro, quando um automobilista ligou para o posto local da GNR a denunciar que o arguido seguia em plena via da estrada municipal 533-1 e que «só não bateu por milagre», tendo sido obrigado a entrar na berma para se desviar do veículo de tracção animal. Pouco depois, uma patrulha interceptou Jorge Gonçalves, que regressava a casa em Salgueirais, e fez-lhe o teste de alcoolémia, que revelou uma taxa crime de 3,26 gramas de álcool por litro de sangue.

Luis Martins Agricultor de Salgueirais disse que ia pensar em deixar de beber depois destas condenações

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