A análise crítica do Plano de Desenvolvimento Estratégico da Comunidade Urbana das Beiras, apresentada nesta edição, revela uma inexplicável concentração do financiamento na Cova da Beira em detrimento da restante área territorial da Comurbeiras. Covilhã, Fundão – que ainda nem sequer aderiu formalmente – e Manteigas acumulam os projectos prioritários. São os grandes beneficiários deste documento e com o beneplácito dos outros municípios, que votaram favoravelmente o plano. Por outro lado, o modelo de desenvolvimento proposto promete cavar ainda mais o desequilíbrio existente entre concelhos. Os ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres. Precisamente, o que tanto se critica ao Poder Central.


