Abriu ontem o terceiro Centro Escolar do concelho da Guarda. Depois das zonas rurais de Gonçalo e Porto da Carne, a autarquia apostou na Sequeira, uma área urbana onde as duas escolas do primeiro ciclo do ensino básico se debatiam há anos com problemas de sobrelotação.
Construído sobre as antigas instalações da Cooperativa das Frutas, o novo estabelecimento de ensino acolhe neste ano inaugural oito turmas do primeiro ciclo e duas do pré-escolar, num total de 170 alunos. A maior parte transita da escola e do jardim-de-infância da Sequeira, vindo os restantes das escolas da Estação e da Arrifana. Para hoje está prevista a apresentação dos alunos mais antigos. Com 15 salas, o Centro Escolar tem capacidade para acolher 250 alunos. Dispõe ainda de salas para atividades extra-curriculares, para prolongamento de horário, uma biblioteca, centro de recursos para alunos com necessidades educativas especiais, unidade multi-deficiência, ginásio, cantina e refeitório, entre outros espaços. A empreitada, iniciada em setembro de 2009, e equipamento representou um investimento total de 2,7 milhões de euros, comparticipados em 80 por cento por verbas do QREN.
A autarquia promoveu uma visita-guiada na passada segunda-feira a esta escola colorida, espaçosa e moderna. No final, o presidente Joaquim Valente disse tratar-se de uma obra «virada para o futuro», onde será possível «ensinar melhor, num contexto agradável». O autarca disse ter gostado do enquadramento do edifício e da sua relação com a envolvente. Confrontado por O INTERIOR com as previsíveis dificuldades de estacionamento e de circulação nesta zona da Sequeira, o edil admitiu que será «complicado», mas disse confiar que os pais serão «capazes de se adaptarem e de escolherem os melhores acessos». Joaquim Valente também se mostrou preocupado com as próximas faturas de gás e eletricidade deste equipamento devido ao aumento do IVA: «É um custo muito acrescido, pois os nossos custos nesta área já são excessivos. Mas temos que resistir», disse.
Já Nuno Morais, o arquiteto da Câmara autor do projeto, adiantou que as condicionantes que lhe foram impostas foram ter «uma obra barata e com baixos custos de manutenção, sem descurar o conforto e a segurança das crianças e adultos». Objetivo que considera alcançado, assumindo ter a ambição de que «o espaço seja uma lição na aprendizagem». Por fim, Grilo dos Santos, diretor do Agrupamento de Escolas Carolina Beatriz Ângelo, a que pertence o novo Centro Escolar, destacou os «ganhos pedagógicos» que a obra permite, uma vez que deixa de haver desdobramento de turmas nas escolas da Estação e da Sequeira. «A tendência será para aumentar o número de alunos do primeiro ciclo nos próximos dois, três anos», revelou, anunciando estar já prevista a criação de mais uma turma no primeiro ciclo e outra no pré-escolar no próximo ano letivo.
Luis Martins



