O Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) da Cáritas Diocesana da Guarda apresenta no sábado o livro “Estudos de Diagnóstico da População Imigrante do Município da Guarda”, coordenado por José Pires Manso, professor catedrático do Departamento de Gestão e Economia da UBI.
A sessão realiza-se pelas 15 horas na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda. Em dezembro passado, O INTERIOR noticiou em primeira mão algumas das conclusões deste estudo, que conclui que os imigrantes radicados no concelho trabalham muitas vezes em profissões muito abaixo das suas qualificações. Este inquérito à população estrangeira a residir na Guarda – concelho e distrito – revela também que as queixas de racismo «não são significativas» e que as saídas destes cidadãos para outras zonas de Portugal, ou para ou seu país de origem, começam a sentir-se na região devido à falta de trabalho. Para Pires Manso, «os imigrantes ajudam a rejuvenescer a população, trazem outras experiências e dinamizam a economia regional».
Esta publicação resultou da candidatura da Cáritas a um programa do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, relacionado com os estrangeiros que vêm trabalhar para o nosso país. O inquérito foi feito a 400 imigrantes na Guarda, cujo distrito tinha, no início de 2010, 1.881 imigrantes residentes, oriundos de 21 países. Os ucranianos eram a comunidade predominante, com 25 por cento, seguidos dos brasileiros (19 por cento) e cabo-verdianos (8,5 por cento).


