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Câmara da Guarda prevê gastar mais 59 mil euros que em 2007

Técnicos estão a avaliar soluções para contornar escalada dos preços dos combustíveis

Este ano, a Câmara da Guarda vai gastar mais 59 mil euros em combustíveis que em 2007. O número é contabilizado por Vítor Santos, vereador responsável pela administração da autarquia.

«No ano passado, os custos de combustíveis foram de cerca de 222 mil euros e, com o aumento dos preços, a nossa previsão para 2008 rondará os 281 mil euros, o que se traduz num impacto enorme nas finanças da autarquia», reconhece. O transporte escolar é responsável por mais de 90 por cento deste montante, enquanto o restante refere-se a actividades com crianças, como os transportes para a escola de atletismo ou para a natação. Segundo Vítor Santos, «nenhum serviço está em risco neste momento», apesar do acréscimo dos custos com combustíveis em 26,5 por cento. Num plano contabilístico o problema pode ser contornado através de revisões orçamentais: «Há rubricas em que temos algum excesso que canalizaremos para a cobertura desta área», refere. Mas o busílis da questão reside no aspecto financeiro, pois, objectivamente, o município terá de gastar mais dinheiro.

O vereador admite que o aumento dos preços «é uma situação que não podemos controlar», mas adianta que há formas de minimizar esse impacto, graças, sobretudo, à redução de gastos. Essa é a missão de uma equipa de técnicos, aos quais se pediu um plano que permita essa contenção de custos. Até lá, Vítor Santos reconhece a necessidade de «repensar o modelo de utilização de viaturas» para que, no início do próximo ano lectivo, «o funcionamento deste serviço seja o que vá mais ao encontro da realidade». Sobre o trabalho desta equipa, o vereador refere apenas que há que esperar pelos cenários e alternativas propostos. «Só depois poderemos avaliar o peso de cada um dos aspectos e as soluções mais viáveis», sustenta.

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