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Câmara da Covilhã vai contrair mais dois empréstimos bancários

Vereador socialista chumbou pela primeira vez o recurso de 3,2 milhões de euros à banca

A maioria social-democrática na Câmara da Covilhã aprovou na última sexta-feira, em reunião privada do executivo, a contracção de dois empréstimos bancários num total de 3,2 milhões de euros para financiar as obras do Plano de Actividades da autarquia e as obras do Programa Polis.

A contracção dos dois empréstimos, de 1,25 milhões de euros e de 1,95 milhões de euros, obtiveram pela primeira vez o voto contra do vereador socialista, que tem optado na maioria das vezes por «votar a favor ou pela abstenção». «Entendo que sem dinheiro não se faz obra e às vezes é necessário o recurso à banca para se assegurar obras candidatadas ou aprovadas em sede comunitária», sustentou Miguel Nascimento. Mas tendo em conta a situação financeira da autarquia, que pelas contas do PS deverá ter uma dívida na ordem dos 76 milhões de euros (15,3 milhões de contos), o único vereador da oposição na Câmara da Covilhã «não vai acompanhar a maioria na contracção de mais empréstimos» por considerar que a Câmara está a caminhar para uma situação de «asfixiamento financeiro».

«No futuro, será muito difícil, a quem cá estiver, fazer outra coisa a não ser liquidar os empréstimos», adverte, tendo em conta que este é já o 16º empréstimo bancário a que a maioria laranja liderada por Carlos Pinto recorre desde 1998 e que já o levou até a alertar, há umas semanas atrás, para o risco da Câmara entrar em falência técnica. No dia em que a Câmara aprovou a abertura de concurso público para a contracção do empréstimo – na altura Miguel Nascimento pensava que era apenas de 1,25 milhões de euros – o socialista advertia para a possibilidade da autarquia entrar «numa situação de falência em que para comprar um prego era preciso autorização da administração central, tendo em conta que com a dívida dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) o endividamento da autarquia deverá rondar os 26 milhões de contos.

Mas para o autarca Carlos Pinto, em entrevista nesta edição, a Câmara tem «solvência financeira, não tem contenciosos financeiros, cumpre com os seus fornecedores e empreiteiros». Daí que para o edil, apenas a oposição é que «está falida e há muitos anos». t

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