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Bruxelas vai acolher mostra gastronómica de produtos da região

Confraria do Azeite foi a “porta” para o certame que irá decorrer no próximo ano

Enquanto muitos se passeavam pela mítica Grand Place ou a visitar os monumentos de Bruxelas e outras cidades, houve quem tivesse aproveitado a viagem para estabelecer contactos e parcerias comerciais. Isto porque se trata de um mercado extremamente importante para as empresas nacionais, visto estar no coração da Europa com possibilidades de abranger os mercados franceses e alemães, entre outros.

Além dos lagares, que conseguiram firmar negócios com algumas lojas e hipermercados de Bruxelas, também a Adega do Fundão aproveitou a viagem para apresentar os seus melhores vinhos. Para já, a cooperativa conseguiu encetar negociações com duas grandes cadeias de hipermercados, revela Paulo Santana, adiantando ainda a possibilidade de «apresentar os vinhos a um dos principais hotéis de Bruxelas». Por isso, considera que esta foi uma viagem de negócios «muito positiva», já que também serviu para conhecer o mercado belga. «Foi extremamente interessante, pois só assim se percebe por que é que 85 por cento do vinho que se bebe na Bélgica é comprado em hipermercados», adianta. Além disso, os contactos com o ICEP e a Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) poderão abrir novas possibilidades em termos de ajudas à exportação, acrescenta. Também Rogério Hilário, presidente da Associação Comercial e Industrial do Fundão (ACIF), considera a viagem uma «excelente oportunidade» para os empresários da região conquistarem mercados.

«Faltava-nos uma temática forte que nos permitisse agarrar este projecto e isso surgiu através do azeite», salienta, adiantando que agora só falta trabalhar para desenvolver as ideias e os contactos. Nesse sentido, está na calha uma mostra gastronómica de produtos regionais em Bruxelas, como os vinhos, o azeite, o pão, o queijo e a fruta, nomeadamente a cereja. A iniciativa ainda não tem data prevista, mas tudo aponta para que aconteça no segundo semestre de 2006. O presidente da ACIF defende mesmo a criação de uma “marca chapéu” para promover estes produtos. «Não é obrigatório, mas facilitava muito a promoção», considera, ao defender a marca Cova da Beira. Quem vai estar representado em Bruxelas por altura do Natal são os produtores de azeite da Loca, enquanto a Penazeites está a negociar a implantação da sua variante “kosher” em Antuérpia, onde reside a maior comunidade judaica da Europa. No caso da Cooperativa dos Fruticultores da Cova da Beira é a cereja que pode vir a rechear os bombons de chocolate, indústria em que a Bélgica dá cartas.

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