Ministro Nuno Crato garante que se trata de uma «proposta aberta» e que ainda está em discussão
O ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, realçou hoje, em Gouveia, que o novo modelo de avaliação de professores proposto pelo Governo na passada sexta-feira «é uma proposta aberta» e que «pode ser sujeita a alterações».
A proposta prevê uma avaliação interna, feita em todos os escalões e na escola do docente, e uma externa, centrada na observação das aulas e realizada por avaliadores externos. O ministro reconheceu que existem entre 20 a 40 mil professores que não vão ser avaliados. Questionado sobre porque é que os professores mais velhos vão ficar de fora deste processo, Nuno Crato disse que considera que é sobre os outros, que estão a iniciar ou no meio da carreira, que é necessário fazer a avaliação.
Sobre o apoio do Ministério às escolas do ensino privado, o governante disse que o corte nas ajudas «satisfez os interlocutores» que já assinaram protocolo, afirmando «que estão a decorrer negociações» com a outra associação que não concordou com as propostas do Governo. A tutela já assinou um protocolo com o Movimento de Escolas Privadas com Ensino Contratualizado, mas de fora ficou ainda a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP).


