As três pontes pedonais previstas inicialmente no programa Polis Covilhã, mas que a autarquia disse ter que reduzir a uma devido aos custos, poderão afinal vir a ser construídas devido a uma mudança do material de construção. O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, anunciou domingo que as três ligações poderão vir a ser erigidas «graças a uma alteração do material de construção». A intervenção Polis previa a construção de duas pontes pedonais no vale da Ribeira da Goldra e uma outra no vale da Ribeira da Carpinteira. No entanto, a redução de verbas do programa de requalificação urbana levou o presidente da autarquia a anunciar, em Fevereiro, que apenas uma seria construída. Carlos Pinto volta agora a referir que podem vir a ser construídas as três ligações, passando os projectos a prever «a utilização de entreliça em aço, o que pode possibilitar o enquadramento financeiro das pontes». Ainda assim, «só os resultados do concurso público vão ditar essa possibilidade, em função dos valores que forem apresentados pelos construtores», conclui, sem querer arriscar números previstos para o investimento. A autarquia espera ter os projectos para as obras concluídos até ao final do mês de Junho, lançar o concurso público para construção até final do ano e dar inicio às obras no princípio de 2005. As pontes pedonais previstas para os dois vales da cidade serão das mais altas de Portugal, ali podendo circular peões e bicicletas. A que está garantida, entre a zona do Jardim Público e os Penedos Altos, será suportada por pilares que chegam aos 60 metros de altura. «Serão pontes com toda a segurança e feitas para as condições meteorológicas rigorosas que temos», adianta Carlos Pinto.



